sábado, 29 de maio de 2010

Oriundi – Pastoral e política na vida de Dom Agnelo Rossi (3)

O site da Arquidiocese de São Paulo (Jornal O São Paulo-junho de 2008) assim relata o perfil de Dom Agnelo  Rossi
 
"(..)Preocupou-se com as comunidades estrageiras de São Paulo. Para formar leigos auxiliares, criou o Instituto Paulo 6º, em Taboão da Serra (Grande SP). Através do Instituto Mater Ecclesiae, incentivou o estudo e o desenvolvimento da estrutura paroquial. Criou cerca de 90 paróquias novas. Através do Centro de Informações “Ecclesia”, impulsionou a comunicação. Em seu arcebispado, aconteceu o golpe militar de 1964. O esforço de dialogar com os governos militares não surtiu efeito. Quando cresciam os conflitos entre Igreja e o governo, foi chamado a Roma para chefiar a atual Congregação para a Evangelização dos Povos".

Oriundi – Pastoral e política na vida de Dom Agnelo Rossi (2)

O escritor e jornalista Elio Gaspari, no livro A Ditadura Escancarada revela como o cardeal Rossi conviveu com o regime militar.

”O segundo remanejamento que alteraria o balanço do poder eclesiástico brasileiro ocorreu no dia 22 de março de 1964, quando o cardeal-arcebispo de São Paulo, d. Carlos Carmelo de Vasconcelos Mota, aos 74 anos de idade, despachou uma carta ao papa pedindo que o dispensasse da função. Bisneto do visconde de Caeté, era ao mesmo tempo descendente da nobreza mineira do Primeiro Reinado e exemplar típico do cardinalato principesco. Defendia um clero palaciano, que evitasse disputas políticas públicas. Condômino do poder, tivera suficiente intimidade com o governador Adhemar de Barros para aconselhá-lo, em momentos de crise, na casa da amante.6 Talvez tenha sido o único (certamente o último) cardeal brasileiro a escrever ao presidente da República pedindo a promoção de um coronel a general-de-brigada.

A saída de d. Helder do Rio e o nome do sucessor do cardeal Mota em São Paulo haveriam de favorecer o entendimento dos bispos com os generais. Em outubro de 1964, a CNBB reuniu-se em Roma. Formou-se uma maioria conservadora, derrubou-se d. Helder da secretaria geral, e defenestrou-se toda a sua equipe.8 A ofensiva foi tão profunda que em dezembro o arcebispo de Olinda foi visitado por uma carta do Santo Ofício e teve de se defender da acusação de freqüentar um templo protestante, elogiar seus fiéis e criticar a devoção católica à Virgem Maria.

O reverendo respondeu com amargura: "Pedi ao Menino Deus: que eu morra antes de causar uma apreensão justificada à Santa Sé".9 O conservadorismo colocou na presidência da CNBB o arcebispo de Ribeirão Preto, d. Agnello Rossi. Um mês depois, durante os debates da terceira sessão do Concílio,Paulo VI indicou-o arcebispo de São Paulo. Filho de um funileiro italiano, sacerdote de hábitos gentis e reputação de excelente administrador, Agnello Rossi recebeu com o pálio da sé paulista a oferta da liderança de um reordenamento conservador. A

os 51 anos, saído de um bispado sem expressão política, chefiava a maior arquidiocese do país e presidia uma CNBB sem d. Helder na secretaria geral. Tornou-se um operário do regresso. Com a ajuda da hierarquia tentou fazer que a Igreja coubesse dentro do projeto desmobilizador do regime. Diluiu a ação da CNBB, liquidou as organizações laicas da juventude católica e afastou-se do debate político”.

Oriundi – Pastoral e política na vida de Dom Agnelo Rossi (1)

O  site do  Pontifício Instituto Missões Exteriores ao falar sobre igreja e comunidade destaca que “em 1956, o bispo de Barra do Piraí, Dom Agnelo Rossi, preocupado com a difusão do protestantismo e com carência de padres e religiosos, formou centenas de catequistas leigos que, após alfabetizados e treinados, recebiam materiais catequéticos que explicavam em suas comunidades. Reuniam o povo para a leitura bíblica, cânticos e orações. Foi uma primeira experiência de valorização da capacidade dos leigos”.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Oriundi - O cardinalato de Dom Agnelo Rossi (2)

O site da Arquidiocese de São Paulo relata, brevemente, a nomeação espiscopal de Dom Agnelo Rossi e suas posterior elevação a Cardeal


"No dia 5 de março de 1956, aos 33 anos, foi nomeado, pelo Papa Pio XII, Bispo de Barra do Piraí, Rio de Janeiro, tendo o anúncio sido feito pelo então Núncio Apostólico no Brasil, Dom Armando Lombardi, na seção solene de instalação da Universidade Católica de Campinas, realizada no Teatro Municipal de Campinas, no dia 14 de março de 1956. Foi sagrado bispo no dia 15 de abril de 1956, na catedral metropolitana de Campinas, pelas mãos de Dom Paulo de Tarso Campos, Arcebispo Metropolitano de Campinas, sendo consagrantes Dom Helder Pessoa Câmara e de Dom Vicente Ângelo José Marchetti Zioni. Em 6 de setembro de 1962, foi designado Arcebispo Metropolitano de Ribeirão Preto, São Paulo, função que exerceu até 1 de novembro de 1964, quando da sua nomeação pelo Papa Paulo VI para Arcebispo de São Paulo.

Exerceu esta função até 22 de outubro de 1970, quando foi chamado a servir a Igreja na Cúria Romana. Cardinalato A 25 de janeiro de 1965,durante as cerimônias de inauguração do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo, foi anunciada a sua escolha para o cardinalato. No Consistório do dia 22 de fevereiro de 1965, festa da Cátedra de São Pedro, presidido pelo Papa Paulo VI, na Basílica de São Pedro, Dom Agnelo Rossi foi criado Cardeal presbítero, do título da Grande Mãe de Deus (1970-1984). Tomou posse de sua igreja titular a 27 de fevereiro de 1965. Em 22 de outubro de 1970, foi designado Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos. Em 8 de abril de 1984, foi designado Presidente da Administração do Patrimônio da Sé Apostólica , cargo que renunciou a 6 de dezembro de 1989, Em 25 de junho de 1984, foi eleito Cardeal-Bispo do título Suburbicário de Sabina e Poggio-Mirteto (1984-1995).

Em 19 de dezembro de 1986, foi eleito Cardeal-Bispo do Título Suburbicário de Óstia Antiga, sendo confirmado, pelo Papa João Paulo II, Cardeal Decano do Sacro Colégio, cargo que renunciou a 31 de maio de 1993"

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Oriundi - O cardinalato de Dom Agnelo Rossi (1)

Na história da Cúria Metropolitana de São Paulo um nome de destaque é do Cardeal Agnelo Rossi cujo perfil é assim retratado de Arquidiocese paulista.

"Dom Agnelo Cardeal Rossi (Joaquim Egídio, 4 de maio de 1913 - Helvetia, 21 de maio de 1995) foi um sacerdote católico brasileiro, décimo sexto bispo de São Paulo, sendo seu quarto arcebispo e segundo cardeal. Foi o brasileiro que mais alto subiu na hierarquia eclesiástica, sendo considerado o maior expoente da Igreja do Brasil, chegando a ser cardeal-decano do Colégio Cardinalício. Nasceu em Joaquim Egídio, distrito de Campinas-SP, filho de Vincenzo Rossi, Comendador da Ordem do Santo Sepulcro, e Vittoria Colombo. Teve um único irmão, Miguel Rossi. Faleceu aos 82 anos, tendo sido sepultado na igreja de Nossa Senhora do Guadalupe, por ele construída, em Campinas.

Estudos Realizou seus primeiros estudos em Valinhos, São Paulo, ingressando depois, a 26 de janeiro de 1926, no Seminário Menor Diocesano Santa Maria, de Campinas, onde também cursou a Filosofia. A 15 de outubro de 1933 partiu para Roma, instalando-se por cinco meses no Colégio Pio Latino-Americano. A 4 de abril de 1934, foi um dos trinta e três alunos fundadores do Pontifício Colégio Pio Brasileiro, onde recebeu a matrícula de número 1 do novo e grandioso colégio, na Via Aurélia. Realizou seus estudos de Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Presbiterado Foi ordenado sacerdote pelas mãos de S. Ema. Revma. Cardeal Luigi Traglia, Bispo Auxiliar de Roma, na Arquibasílica de São João Latrão, em Roma, a 27 de março de 1937".

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Italiani - O legado de Luigi Caloi ( 2)

"Em 1942, as dificuldades de importar devido à Segunda Guerra Mundial obrigaram-no a produzir peças de reposição em um barracão no bairro do Brooklin. Anos mais tarde, em 1948, mesmo com a volta da importação, a empresa agora chamada Indústria e Comércio de Bicicletas Caloi, manteve sua fabricação, passando a produzir suas bicicletas no Brasil com a inauguração da primeira fábrica de bicicletas do país. No ano de 1953 ocorreu o lançamento da linha Fiorentina que tinha aro 26" (novidade para a época), freio a varão, bagageiro e vinha com uma utilíssima bolsa para ferramentas sob o selim, em couro.

Em 1955 foi o ano em que o Sr. Guido Caloi faleceu, dando lugar à 3ª geração da família na direção da indústria; o Sr. Bruno Antônio Caloi. - - A bicicleta Berlineta dobrável lançada no final da década de 60, possuía aro 20 e se tornou moda nos anos 70 entre o público jovem. Suas características compactas, aliadas ao fato de ser dobrável, fizeram dela uma ótima opção para uso urbano. Tinha bagageiro na traseira e guidão alto, para o conforto do ciclista. Na década de 70 ocorreu a consolidação e expansão da marca no mercado brasileiro e internacional como sinônimo de bicicletas, além de várias novidades como a famosa e inesquecível Caloi 10, com quadro baseado nas Biachi San Remo. Era a primeira vez que um cidadão comum podia adquirir uma “bicicleta de corrida”, com 10 marchas.

Outra novidade foi a Caloi Barra Forte, uma bicicleta robusta e resistente com quadro em aço carbono, desenvolvida para levar o ciclista com segurança e conforto, que se tornou referência histórica no segmento de transporte. Depois foi a vez da Caloi Jovem com aro 24". Pouco depois, o lançamento da Extralight marcou a chegada do BMX ao Brasil, em 1978. As rodas eram no tamanho 20" com pneus biscoito. As partes de alumínio da Extralight eram coloridas (inédito na época) e tinha rotor na caixa de direção. - - No ano seguinte foi à vez da Caloi Ceci, primeira bicicleta feminina do mercado brasileiro. A cestinha na dianteira sempre foi à marca registrada deste modelo.

O comercial de televisão desta bicicleta trazia a atriz Bruna Lombardi como garota propaganda. Foi também nesta década, no ano de 1975, em franca expansão, que a CALOI inaugurou mais uma fábrica no país. Localizada em Manaus, a nova unidade industrial destinava-se à produção de bicicletas de alto valor agregado. - - No ano de 1990 a CALOI inaugurou uma subsidiária nos Estados Unidos, localizada em Jacksonville, no estado da Flórida, começando a comercializar bicicletas no mercado americano. Outro importante fato para sua expansão internacional nesta época foi o patrocínio ao heptacampeão do Tour de rance, o americano Lance Amstrong, na equipe Motorola/Caloi.

Até a abertura do mercado brasileiro, em 1992, a CALOI tinha como única concorrente a Monark. As duas se alternavam na liderança das vendas, mas fim da década de 80, a empresa consolidou sua vantagem e chegou ao recorde de produção de 2.2 milhões de unidades. Depois da abertura, o mercado do pedal ficou muito mais competitivo e a CALOI passou a enfrentar grandes problemas. Mesmo com uma situação financeira delicada, em 1997 expande seus negócios, ingressando no segmento de Home Fitness, com o lançamento de uma linha de equipamentos de ginástica com esteiras e stepper.

Em pouco mais de cinco anos, a CALOI assume a liderança de mercado no segmento home fitness e reafirma sua posição de liderança no mercado de bicicletas. - - A empresa foi dirigida pela família Caloi até o ano de 1999, quando a família vendeu a maioria acionária para Edson Vaz Musa, respeitado administrador de empresas. A partir de então, a CALOI partiu para um novo desafio: ser sinônimo de bicicletas e também de fitness, agregando saúde, esporte e lazer à marca Em 2006, a CALOI inaugurou uma moderna fábrica em Atibaia, desativando a antiga unidade da Avenida Guido Caloi. Líder de mercado, em 2008 a CALOI comemorou 110 anos comercializando mais de 700 mil bicicletas e 100 mil unidades de aparelhos para home fitness por ano, e lançando um novo posicionamento da marca com o slogan “Caloi. Movimentando a Vida”. (fonte: Mundo das Marcas)

Italiani - O legado de Luigi Caloi ( 1)

"Em 1898, Luigi Caloi, um italiano cujo sonho era fazer a melhor bicicleta utilizando a tecnologia mais avançada que alguém pudesse imaginar na época, veio da Itália com seu cunhado Agenor Poletti, um mecânico muito hábil. Abriram a Casa Poletti & Caloi, um estabelecimento que alugava, consertava e reformava bicicletas de corrida do Clube Atlético Paulistano em São Paulo. Quatro anos depois, Luigi se tornou representante exclusivo da fábrica italiana de bicicletas Bianchi no Brasil. Em 1924, ele faleceu e a nova sociedade, agora chamada Casa Irmãos Caloi, formada por seus filhos, Henrique, Guido e José Pedro, durou pouco. Guido ficou sozinho com a empresa, que passou a ser conhecida como Casa Luiz Caloi". (fonte: Mundo das Marcas)