No site da TV Liberal, encontramos referências ao padre Vicente di Schiena que durante muitos anos trabalhou na Basílica de Nossa Senhora de Nazaré. Padre Vicente nasce em 16 de novembro de 1929, em Andria, Itália, sendo ordenado sacerdote em 4 de abril de 1955, em Roma. Faleceu na Itália em 1991.
No site da TV Liberal.
"Segundo o padre Vicente, a construção foi difícil. Durante a primeira guerra mundial, com as obras em pleno andamento, grande parte do mármore foi encomendado à Marmífera Lígure, italiana. A encomenda chegou, mas como houve o "crack" econômico, não foi possível enviar o valor do pagamento. Assim, quando a guerra terminou e a dívida pôde ser saldada, a Marmífera havia pedido falência. Uma das causas foi a falta de pagamento da encomenda da Basílica. 'São inconvenientes internacionais', explica o padre.
Durante a segunda guerra, com o cruzeiro valorizado, foi possível adquirir os materiais necessários à construção. Naquela época, conta o padre, para se comprar um cruzeiro gastava-se 64 liras.
Mas, com o acirramento da luta, o comércio teve que ser interrompido. O atraso só não foi maior porque a maior parte das obras estava pronta. Todos os mosaicos e vitrais haviam chegado, e faltava pouco para completar o templo.
Segundo o padre Vicente, o padre Luiz Zoia, que só esteve uma vez em Belém, acreditou que seria fácil construir a Basílica nova, porque nesta época vivia-se o fausto provocado pelo "boom" da borracha. Já então, em 1908, começava o declínio deste comércio, mas na época todos pensavam que a euforia iria continuar por muito mais tempo. Quando aqui esteve, o padre Zoia admirou-se do rico Teatro da Paz e dos gastos que a sociedade local tinha, importando "shows" de outros países. "Se havia dinheiro para isso, porque não haveria dinheiro para construir igreja?", perguntou-se ele.
A realidade provou que as facilidades não eram tantas. Graças ao vigário da igreja , padre Emilio Richert, que foi, segundo o padre Vicente, quem administrou a obra do ponto de vista financeiro, e ao padre Afonso Di Giorgio, que se mostraria incansável na coleta de doações, os trabalhos foram desenvolvidos progressivamente. Conta o padre Vicente que, ao findar a semana e ver que o dinheiro arrecadado não fora o suficiente para pagar os trabalhadores, padre Di Giorgio convocava um fiel e ia, de loja em loja, pedir colaborações.
Estas visitas às autoridades locais se faziam freqüentes, também, quando chegavam da Itália os carregamentos de mármore. Adquirido por um bom preço e transportado gratuitamente como lastro do navio, o mármore, ao chegar ao porto de Belém, era taxado pela alfândega. Para liberá-lo, o padre Di Giorgio percorria gabinetes e a Câmara, recorrendo a todos os meios até conseguir isenção parcial ou total do imposto”.(Fonte: TV Liberal)
Um blog para difundir e aprofundar temas da presença italiana no Brasil, bem como valorizar o Made in Italy. Um espaço para troca de informações e conhecimento, compartilhando raízes comuns da italianidade que carregamos no sangue e na alma. A italianidade engloba a questão das nossas raízes italianas e também reserva um olhar para a linha do tempo, nela buscando e resgatando uma galeria de personagens famosos ou anônimos que, de alguma forma, inseriram seus nomes na História do Brasil.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
Italiani - O trabalho de Gino Coppedè e outros na construção da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré em Belém (2)
Inspirada na Igreja de São Paulo, em Roma, a Basílica foi projetada pelos italianos Gino Coppedé (arquiteto) e Giusepe Pedrasso (engenheiro),
que conceberam o que havia de mais suntuoso e de mais belo nas igrejas italianas para este templo.
Com linhas arquitetônicas que tendem para o centro religioso e artístico da igreja, esta obra é uma exuberância de estilos conjugados, fortemente renascentista, gótico, bizantino e românico.
Decorada em estilo neoclássico e liberty, mesclando desde o romântico até o moderno, a Basílica compõe-se da elegância do mármore de carrara europeu, do requinte dos estuques espanhóis, da exuberância dos vitrais franceses, dos mosaicos e sinos italianos, dos candelabros milaneses, dos lampadários venezianos e das estátuas do escultor Antônio Bozzano.
Em números marcantes, a Basílica tem 5 naves, 62m de comprimento, 24m de largura, 20m de altura, 2 torres de 42m de altura, 32 colunas de granito maciço, 54 vitrais, 38 medalhões em mosaico de 1,5m de diâmetro, 19 estátuas do mais puro mármore de carrara, 9 sinos (o maior com 2,8 ton.), 1 órgão com 3 teclados e 1.100 tubos, além de incontáveis detalhes sacros reservados a um olhar atento. O Pantheon do Pará é uma grandiosidade de fé e arte, feito do fervor de um povo, do bom gosto dos seus idealizadores e da ousadia dos Padres Barnabitas. (Fonte:Basílica de Nazaré)
Decorada em estilo neoclássico e liberty, mesclando desde o romântico até o moderno, a Basílica compõe-se da elegância do mármore de carrara europeu, do requinte dos estuques espanhóis, da exuberância dos vitrais franceses, dos mosaicos e sinos italianos, dos candelabros milaneses, dos lampadários venezianos e das estátuas do escultor Antônio Bozzano.
Em números marcantes, a Basílica tem 5 naves, 62m de comprimento, 24m de largura, 20m de altura, 2 torres de 42m de altura, 32 colunas de granito maciço, 54 vitrais, 38 medalhões em mosaico de 1,5m de diâmetro, 19 estátuas do mais puro mármore de carrara, 9 sinos (o maior com 2,8 ton.), 1 órgão com 3 teclados e 1.100 tubos, além de incontáveis detalhes sacros reservados a um olhar atento. O Pantheon do Pará é uma grandiosidade de fé e arte, feito do fervor de um povo, do bom gosto dos seus idealizadores e da ousadia dos Padres Barnabitas. (Fonte:Basílica de Nazaré)
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Italiani - O trabalho de Gino Coppedè e outros na construção da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré em Belém (1)
Desde o início da devoção, todas as ermidas eram simples e não correspondiam a grandiosidade do culto à Nossa Senhora de Nazaré e às exigências dos fiéis, que reclamavam uma obra à altura de sua fé. No início do século XX um majestoso templo começa a ser erguido pelo esforço dos Padres Barnabitas e pela fé do povo paraense.
Em 1909, ano de lançamento da pedra fundamental, ficava pronto em Gênova, Itália, o projeto arquitetônico da Basílica.
A construção foi iniciada em 1910. Já em 1916 estavam concluídos a cripta, o telhado, as paredes e a torre. Os trabalhos foram conduzidos a distância, da Itália, pelo arquiteto Gino Coppedè e pelo idealizador da obra Padre Luis Zoia. Os mármores chegavam cortados sob medida, bem como os demais objetos de decoração, tudo transportado pelos navios que vinham buscar borracha no Pará. Neste período vários objetos de arte foram roubados, sendo necessário que os Padres limitassem o acesso das pessoas à obra. Cuidadoso e detalhado, o período da decoração foi longo, de 1923 - 1953.
O modelo seguido foi o da Basílica de São Paulo, em Roma, mas o motivo foi todo baseado na Virgem Maria. Atravessando todas as dificuldades de época, como duas guerras mundiais e a decadência do ciclo da borracha no Pará, este monumento levou 43 anos para ser concluído e já se impõe com quase um século de história, fé e arte.
A construção foi iniciada em 1910. Já em 1916 estavam concluídos a cripta, o telhado, as paredes e a torre. Os trabalhos foram conduzidos a distância, da Itália, pelo arquiteto Gino Coppedè e pelo idealizador da obra Padre Luis Zoia. Os mármores chegavam cortados sob medida, bem como os demais objetos de decoração, tudo transportado pelos navios que vinham buscar borracha no Pará. Neste período vários objetos de arte foram roubados, sendo necessário que os Padres limitassem o acesso das pessoas à obra. Cuidadoso e detalhado, o período da decoração foi longo, de 1923 - 1953.
O modelo seguido foi o da Basílica de São Paulo, em Roma, mas o motivo foi todo baseado na Virgem Maria. Atravessando todas as dificuldades de época, como duas guerras mundiais e a decadência do ciclo da borracha no Pará, este monumento levou 43 anos para ser concluído e já se impõe com quase um século de história, fé e arte.
domingo, 13 de junho de 2010
Italiani- A arquitetura de Santoro em Belém (3)
"Durante um longo período entre os anos 1990 e início dos anos 2000 o palacete sofreu inúmeras perdas em sua arquitetura por falta de recursos financeiros a sua manutenção. O museu neste período já se encontrava em péssimas condições de conservação.
Em 2003 o palacete Augusto Montenegro é tombado pelo Governo do Estado do Pará enquanto Patrimônio Histórico e, no mesmo ano, assume enquanto diretora do MUFPA a professora e arquiteta Jussara Derenji. O projeto das obras de restauração e revitalização do museu começou em julho de 2004, e tais serviços terminaram em junho de 2009, seguindo as normas internacionais de restauro e tendo como principais objetivos na restauração resgatar e preservar ao máximo as características originais artísticas e arquitetônicas do prédio, bem como adaptar suas instalações a formatos museológicos transformando o museu num campo de estudo e de aprendizado". (Fonte: Universidade Federal do Pará)
Durante esse processo as cores originais da fachada do prédio foram restabelecidas, e os restauradores encontraram até 12 camadas de tintas sobre a pintura parietal interna original A restauração do Palacete Augusto Montenegro foi baseada nas recomendações da Carta de Veneza proporcionando que a história do prédio fosse novamente relatada, bem como as intervenções sofridas pela casa pudessem manter essas referências. A Carta Patrimonial é um importante documento internacional sobre conservação e restauração de monumentos, prédios e sítios. Este documento defende que as intervenções realizadas procurem contribuir para os remanescentes históricos presentes nas edificações restauradas. Segundo a Carta de Veneza, 'Os acréscimos só poderão ser tolerados na medida em que respeitarem todas as partes interessantes do edifício, seu esquema tradicional, o equilíbrio de sua composição e suas relações com meio ambiente'.
Baseado nesses pressupostos percebe que a fachada do palacete foi totalmente mantida restabelecendo através de prospecção a cores originais e pinturas do prédio. Portas e janelas foram abertas, esquadrias refeitas, forros restaurados e reintegrados, pinturas decorativas internas encontradas e revitalizadas. Todo esse processo foi realizado preocupando-se com o acesso e fruição do público durante os eventos museológicos no prédio.
Em 2003 o palacete Augusto Montenegro é tombado pelo Governo do Estado do Pará enquanto Patrimônio Histórico e, no mesmo ano, assume enquanto diretora do MUFPA a professora e arquiteta Jussara Derenji. O projeto das obras de restauração e revitalização do museu começou em julho de 2004, e tais serviços terminaram em junho de 2009, seguindo as normas internacionais de restauro e tendo como principais objetivos na restauração resgatar e preservar ao máximo as características originais artísticas e arquitetônicas do prédio, bem como adaptar suas instalações a formatos museológicos transformando o museu num campo de estudo e de aprendizado". (Fonte: Universidade Federal do Pará)
Durante esse processo as cores originais da fachada do prédio foram restabelecidas, e os restauradores encontraram até 12 camadas de tintas sobre a pintura parietal interna original A restauração do Palacete Augusto Montenegro foi baseada nas recomendações da Carta de Veneza proporcionando que a história do prédio fosse novamente relatada, bem como as intervenções sofridas pela casa pudessem manter essas referências. A Carta Patrimonial é um importante documento internacional sobre conservação e restauração de monumentos, prédios e sítios. Este documento defende que as intervenções realizadas procurem contribuir para os remanescentes históricos presentes nas edificações restauradas. Segundo a Carta de Veneza, 'Os acréscimos só poderão ser tolerados na medida em que respeitarem todas as partes interessantes do edifício, seu esquema tradicional, o equilíbrio de sua composição e suas relações com meio ambiente'.
Baseado nesses pressupostos percebe que a fachada do palacete foi totalmente mantida restabelecendo através de prospecção a cores originais e pinturas do prédio. Portas e janelas foram abertas, esquadrias refeitas, forros restaurados e reintegrados, pinturas decorativas internas encontradas e revitalizadas. Todo esse processo foi realizado preocupando-se com o acesso e fruição do público durante os eventos museológicos no prédio.
Italiani- A arquitetura de Santoro em Belém (2)
"Projeto e construção encomendados pelo próprio Augusto Montenegro ao arquiteto Filinto
Santoro, este chefe do Executivo paraense também fazia do palacete seu gabinete de despachos, pois no período não existia residência oficial nem palácio dos despachos do Governador do Pará. Era considerada uma residência pequena para os padrões da época, sendo que o porão da casa, construído em pedra, abrigava a guarda oficial do Governador; no primeiro pavimento foi instalado o gabinete de Montenegro e gabinete de sua Assessoria, além de dois salões sociais para recepção de convidados, copa, cozinha e sala de jantar; o segundo e último pavimento era reservado somente as acomodações da família: Montenegro, a esposa e o filho, sendo que um quarto pequeno provavelmente era destinado a abrigar a ama, e um outro menor possivelmente destinado a orações. Montenegro morou no palacete até 1909 decidindo vender a residência e morar com a família na Europa.
Até o início dos anos 60 o palacete serviu de residência de algumas famílias de nomes tradicionais na cidade de Belém: Cardoso, Faciola e Chamié. Em 1962, na gestão do então Exmo. Reitor José Rodrigues da Silveira Netto, a Universidade Federal do Pará compra o palacete Augusto Montenegro e instala no prédio a reitoria dessa instituição de ensino. A casa passa por várias modificações internas quando deixa de ser moradia passando a ser um prédio de instituição pública.
Neste período, as pinturas originais começam a desaparecer, sendo cobertas com camadas de tinta branca. Em 1983, com a construção do Campus Universitário no bairro do Guamá, a sede da reitoria da UFPA muda-se e, neste mesmo ano, é instalado o Museu de Arte da UFPA - MUFPA – no palacete Augusto Montenegro". (Fonte: Universidade Federal do Pará)
Santoro, este chefe do Executivo paraense também fazia do palacete seu gabinete de despachos, pois no período não existia residência oficial nem palácio dos despachos do Governador do Pará. Era considerada uma residência pequena para os padrões da época, sendo que o porão da casa, construído em pedra, abrigava a guarda oficial do Governador; no primeiro pavimento foi instalado o gabinete de Montenegro e gabinete de sua Assessoria, além de dois salões sociais para recepção de convidados, copa, cozinha e sala de jantar; o segundo e último pavimento era reservado somente as acomodações da família: Montenegro, a esposa e o filho, sendo que um quarto pequeno provavelmente era destinado a abrigar a ama, e um outro menor possivelmente destinado a orações. Montenegro morou no palacete até 1909 decidindo vender a residência e morar com a família na Europa.
Até o início dos anos 60 o palacete serviu de residência de algumas famílias de nomes tradicionais na cidade de Belém: Cardoso, Faciola e Chamié. Em 1962, na gestão do então Exmo. Reitor José Rodrigues da Silveira Netto, a Universidade Federal do Pará compra o palacete Augusto Montenegro e instala no prédio a reitoria dessa instituição de ensino. A casa passa por várias modificações internas quando deixa de ser moradia passando a ser um prédio de instituição pública.
Neste período, as pinturas originais começam a desaparecer, sendo cobertas com camadas de tinta branca. Em 1983, com a construção do Campus Universitário no bairro do Guamá, a sede da reitoria da UFPA muda-se e, neste mesmo ano, é instalado o Museu de Arte da UFPA - MUFPA – no palacete Augusto Montenegro". (Fonte: Universidade Federal do Pará)
sábado, 12 de junho de 2010
Italiani- A arquitetura de Santoro em Belém (1)
"O Museu da Universidade Federal do Pará, o único museu federal de artes visuais da Amazônia, vem desde 2003 se reestruturando para melhor guardar e avivar a memória de si e do outro. O prédio que abriga esse museu é uma construção do início do século XX, mas precisamente de 1903, conhecido como palacete Augusto Montenegro, foi projetado pelo arquiteto italiano Filinto Santoro para ser a residência particular do então Governador do Estado do Pará, Augusto Montenegro.
Este arquiteto que viveu no início do século XX em Belém, era formado pela Academia de Nápoles. Para o projeto, Santoro buscou informações no estilo arquitetônico renascentista italiano, bem como parte dos materiais utilizados na construção do prédio e sua mão de obra era oriunda da Itália. Lugui Bisi foi o mestre de obras e construtor do prédio. O Palacete é uma construção em alvenaria e ferro de estilo eclético que reflete em sua composição a riqueza e ostentação da Belle Époque paraense dos períodos áureos da extração da borracha na Amazônia.
Foi quase todo construído com materiais importados da Itália devido às relações comerciais que Santoro mantivera com seu país. Forros prensados e pintados possivelmente de origem Belga, mosaicos genoveses no piso de entrada, portas em madeira de lei, imitação de mármore nas colunas e presença da flor de lis nas pinturas decorativas internas e vidros da casa são umas das mais variadas marcas da arquitetura do palacete Augusto Montenegro"
Este arquiteto que viveu no início do século XX em Belém, era formado pela Academia de Nápoles. Para o projeto, Santoro buscou informações no estilo arquitetônico renascentista italiano, bem como parte dos materiais utilizados na construção do prédio e sua mão de obra era oriunda da Itália. Lugui Bisi foi o mestre de obras e construtor do prédio. O Palacete é uma construção em alvenaria e ferro de estilo eclético que reflete em sua composição a riqueza e ostentação da Belle Époque paraense dos períodos áureos da extração da borracha na Amazônia.
Foi quase todo construído com materiais importados da Itália devido às relações comerciais que Santoro mantivera com seu país. Forros prensados e pintados possivelmente de origem Belga, mosaicos genoveses no piso de entrada, portas em madeira de lei, imitação de mármore nas colunas e presença da flor de lis nas pinturas decorativas internas e vidros da casa são umas das mais variadas marcas da arquitetura do palacete Augusto Montenegro"
Oriundi- O talento de Francisco Bolonha em Belém(2)
"O Palacete Bolonha possui elementos art nouveau, góticos e neoclássicos. O art nouveau se manifesta nos portões e na fachada, com detalhes que imitam folhas e flores. O gótico pode ser encontrado no formato das agulhas, que embelezam o alto do palácio. Nos quartos, há imagens de anjos dançando, alusivos à arte grega.
Numa das áreas, aos fundos do prédio, as janelas de vidro permitiam que os donos da casa apreciassem a vista da Baía de Guajará, enquanto tomavam chá ou simplesmente conversavam. O palacete tem vista para os quatro cantos da cidade. Atrás dele também há uma vila com casas, que seguem a mesma linha arquitetônica e que abrigaram, entre outros moradores ilustres, o pintor Theodoro Braga".
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