Um blog para difundir e aprofundar temas da presença italiana no Brasil, bem como valorizar o Made in Italy. Um espaço para troca de informações e conhecimento, compartilhando raízes comuns da italianidade que carregamos no sangue e na alma. A italianidade engloba a questão das nossas raízes italianas e também reserva um olhar para a linha do tempo, nela buscando e resgatando uma galeria de personagens famosos ou anônimos que, de alguma forma, inseriram seus nomes na História do Brasil.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
História ( 162) - "Far l´America (85)": A Fundação de Nova Milano, no Rio Grande do Sul
"A cidade de Farroupilha é conhecida como o berço da colonização italiana no Rio Grande do Sul. Vindos da província de Milão, na Itália, os primeiros imigrantes desembarcaram na localidade que depois se chamaria Nova Milano, atual distrito de Farroupilha. Vieram as famílias de Stefano Crippa, Tomazo Radaelli e Luigi Sperafico. A estrutura do município começou a tomar forma logo após a instalação dos primeiros imigrantes em Nova Milano. Entre 1885 e 1886, Feijó Junior, dono das terras, instalou uma comunidade na Colônia Sertorina. A localidade ganhou o nome de Linha Vicenza e, posteriormente, de Nova Vicenza. Os primeiros moradores teriam sido assentados primeiro na Colônia Conde D’Eu. Sentindo as potencialidades de desenvolvimento da nova comunidade, eles venderam o que possuíam e se instalaram na área. A população logo fez prosperar o lugar. Conseguiu um padre permanente e a instalação de uma escola.
Em 1º de junho de 1910, foi inaugurada a ferrovia Montenegro – Caxias do Sul. Em torno da estação ferroviária, começou a se formar um novo núcleo habitacional. Com o progresso econômico, surgiu um movimento de emancipação. Em 1934, um grupo de 35 pessoas, representando Nova Vicenza, Nova Milano, Vila Jansen e Nova Sardenha, entregou uma petição ao então interventor federal, José Antônio Flores da Cunha. O município foi criado por meio de decreto estadual em 11 de dezembro de 1934. O nome homenageia o centenário da Revolução Farroupilha, completado em 1935". (Fonte: Rádio Guaíba)
quinta-feira, 15 de abril de 2010
História (161): Italianidade na construção da igreja de Vigolo, Nova Trento (SC)
"No período de 1876 a 1879, foi construído na região de Vígolo a Capela de São Jorge, onde os moradores da região foram responsáveis pela obra. Já no ano de 1879, recebe Pe. Servanzi que realiza durante oito dias uma santa missão, neste período ele também benze com grande solenidade a mesma capelinha.
Antes mesmo de concluir a obra de construção da capela os moradores da região planejaram a construção de uma bela Igreja, e com o apoio do Pe. Marcello Rochi iniciaram a construção.
Por motivação e devoção do sacerdote a Nova Igreja foi dedicada em honra a Nossa Senhora de Lourdes. No ano de 1888, chegou da França a imagem da Virgem de Lourdes, que ficou na Igreja de Nova Trento até dia 11 de fevereiro de 1889.
Em 11 de fevereiro de 1890, depois de um tríduo de preparação inaugura-se a Gruta e colocaram nela a Imagem da Virgem Imaculada de Lourdes" (Cf. Madre Doroteia, Ic. P.22) Neste mesmo período que se inaugura a gruta é feito a demolição total da Capelinha de São Jorge, onde em seu lugar é erguido o Santuário. "Após poucos anos, conseguiram levantar o Santuário dedicado a Nossa Senhora de Lourdes. (Cf. Madre Doroteia, Ic. P.22)
No dia 11 de fevereiro do ano de 1895 conforme descreve o Diário Della Residenza, foi feito a benção do novo Santuário. "Bem cedo, muita gente foi a festa da Virgem de Lourdes. Estava lá desde a tarde anterior o Pe. Manardi. Foi ainda o Pe. Parisi para ajudá-lo nas confissões. Mais tarde, foram os padres Sabbatini e Rocchi. A missa foi cantada "interzo" com o acompanhamento da (banda) de música de Nova Trento. Benzeu-se o no Santuário, levou-se em procissão a Estátua da Imaculada. Todas as filhas de Marias de várias valadas. Entramos na Igreja, o Pe. Rocchi disse algumas palavras ao colocar a estátua no nicho da gruta. Todo o povo replicou três vezes 'E viva Maria.
Depois, no Evangelho, pregou o Pe. Manardi. Após a missa, seguiu-se a benção do Santíssimo Sacramento. No dia 19 de outubro do ano de 1991, um dia após a beatificação de Madre Paulina, é colocada a imagem da beata, e o lugar histórico passa a receber muitos romeiros que chegavam a Vígolo para agradecer a Deus pela intercessão de Madre Paulina e para fazer seus pedidos. Dom Eusébio Oscar Scheid, então Arcebispo de Florianópolis da época, no dia 09 de julho de 1998, data comemorativa a festa litúrgica de Madre Paulina, tornou público a Igreja de Vígolo como Santuário Madre Paulina, até ser construído o novo Santuário em honra a Bem aventurada Madre Paulina". (fonte Santuario Santa Paulina )
Por motivação e devoção do sacerdote a Nova Igreja foi dedicada em honra a Nossa Senhora de Lourdes. No ano de 1888, chegou da França a imagem da Virgem de Lourdes, que ficou na Igreja de Nova Trento até dia 11 de fevereiro de 1889.
Em 11 de fevereiro de 1890, depois de um tríduo de preparação inaugura-se a Gruta e colocaram nela a Imagem da Virgem Imaculada de Lourdes" (Cf. Madre Doroteia, Ic. P.22) Neste mesmo período que se inaugura a gruta é feito a demolição total da Capelinha de São Jorge, onde em seu lugar é erguido o Santuário. "Após poucos anos, conseguiram levantar o Santuário dedicado a Nossa Senhora de Lourdes. (Cf. Madre Doroteia, Ic. P.22)
No dia 11 de fevereiro do ano de 1895 conforme descreve o Diário Della Residenza, foi feito a benção do novo Santuário. "Bem cedo, muita gente foi a festa da Virgem de Lourdes. Estava lá desde a tarde anterior o Pe. Manardi. Foi ainda o Pe. Parisi para ajudá-lo nas confissões. Mais tarde, foram os padres Sabbatini e Rocchi. A missa foi cantada "interzo" com o acompanhamento da (banda) de música de Nova Trento. Benzeu-se o no Santuário, levou-se em procissão a Estátua da Imaculada. Todas as filhas de Marias de várias valadas. Entramos na Igreja, o Pe. Rocchi disse algumas palavras ao colocar a estátua no nicho da gruta. Todo o povo replicou três vezes 'E viva Maria.
Depois, no Evangelho, pregou o Pe. Manardi. Após a missa, seguiu-se a benção do Santíssimo Sacramento. No dia 19 de outubro do ano de 1991, um dia após a beatificação de Madre Paulina, é colocada a imagem da beata, e o lugar histórico passa a receber muitos romeiros que chegavam a Vígolo para agradecer a Deus pela intercessão de Madre Paulina e para fazer seus pedidos. Dom Eusébio Oscar Scheid, então Arcebispo de Florianópolis da época, no dia 09 de julho de 1998, data comemorativa a festa litúrgica de Madre Paulina, tornou público a Igreja de Vígolo como Santuário Madre Paulina, até ser construído o novo Santuário em honra a Bem aventurada Madre Paulina". (fonte Santuario Santa Paulina )
Italiani– Paulina, a santa imigrante de Nova Trento
“Imigrante italiana radicada no Brasil desde os nove anos de idade, Santa Paulina adotou o Brasil como sua pátria e os brasileiros como irmão..
“Nascida no dia 16 de dezembro de 1865, em Vígolo Vattaro, Trento, norte da Itália recebeu o nome de Amábile Lúcia Visintainer.
Foi a segunda filha de Antônio Napoleone Visintainer e Anna Pianezzer. Imigrou para o Brasil, com 9 anos de idade, juntamente com seus pais, seus irmãos e outras famílias da região Trentina, no ano de 1875, estabelecendo-se na localidade de Vígolo - Nova Trento - Santa Catarina - Brasil. Em 1887 faleceu sua mãe e Amábile cuidou da família até o pai contrair novo casamento.
Desde pequena ajudava na Paróquia de Nova Trento, especificamente na Capela de Vígolo, como paroquiana engajada na vida pastoral e social. Com um grupo de jovens ajudou na compra da imagem de Nossa Senhora de Lourdes, que é conservada na gruta do Santuário. Aos 12 de julho de 1890 com sua amiga, Virginia Rosa Nicolodi, deu início à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, cuidando de Lúcia Angela Viviani, portadora de câncer, em fase terminal, num casebre doado por Beniamino Gallotti. Após a morte da enferma, em 1891, juntou-se a ela a segunda irmã Teresa Anna Maule.
Em 1894 o trio fundacional da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, transferiu-se para a cidade de Nova Trento. Receberam em doação o terreno e a casa de madeira dos generosos benfeitores: João Valle e Francisco Sgrott. Em 1903, Santa Paulina foi eleita, pelas Irmãs, Superiora Geral, por toda a vida. Nesse mesmo ano, deixou Nova Trento para cuidar dos ex-escravos idosos e crianças órfãs, no Ipiranga, em São Paulo - SP. Recebeu apoio do Pe. Luiz Maria Rossi e ajuda de Benfeitores em especial do conde Dr. José Vicente de Azevedo.
Em 1909 a Congregação cresce nos Estados de Santa Catarina e São Paulo. As Irmãs assumem a missão evangelizadora na educação, na catequese, no cuidado às pessoas idosas, doentes e crianças órfãs. Nesse mesmo ano, Santa Paulina é deposta do cargo de Superiora Geral pela autoridade eclesiástica e enviada para Bragança Paulista a fim de cuidar de asilados onde testemunha humildade heróica e amor ao Reino de Deus. Em 1918, Santa Paulina é chamada à viver na Casa Geral onde testemunha uma vida de santidade e ajuda na elaboração da História da Congregação e no resgate do Carisma fundante. Acompanha e abençoa as Irmãs que partem em missão para novas fundações.
Alegra-se com as que são enviadas aos povos indígenas em Mato Grosso, em 1934. Rejubila-se com o Decreto de Louvor dado pelo Papa Pio XI em 1933 à Congregação. Santa Paulina morre aos 77 anos, na Casa Geral em São Paulo, dia 9 de julho de 1942, com fama de santidade; pois viveu em grau heróico as virtudes de FÉ, ESPERANÇA e CARIDADE e demais virtudes. Processo de Canonização O processo, iniciado em 03 de setembro de 1965, celebrou um momento forte com a Beatificação de Santa Paulina, proclamada pelo Papa João Paulo II, no dia 18 de Outubro de 1991, em Florianópolis-SC - Brasil.
A culminância desse processo, dá-se com a Canonização, no dia 19 de maio de 2002, em Roma. Canonização é uma sentença definitiva e oficial da santidade de Madre Paulina, heroína da vida cristã e se pode fazer culto público, em toda a Igreja. Está incluída na lista (cânone ) das Santas e Santos da Igreja Católica”. (Fonte: Santuario Santa Paulina)
Foi a segunda filha de Antônio Napoleone Visintainer e Anna Pianezzer. Imigrou para o Brasil, com 9 anos de idade, juntamente com seus pais, seus irmãos e outras famílias da região Trentina, no ano de 1875, estabelecendo-se na localidade de Vígolo - Nova Trento - Santa Catarina - Brasil. Em 1887 faleceu sua mãe e Amábile cuidou da família até o pai contrair novo casamento.
Desde pequena ajudava na Paróquia de Nova Trento, especificamente na Capela de Vígolo, como paroquiana engajada na vida pastoral e social. Com um grupo de jovens ajudou na compra da imagem de Nossa Senhora de Lourdes, que é conservada na gruta do Santuário. Aos 12 de julho de 1890 com sua amiga, Virginia Rosa Nicolodi, deu início à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, cuidando de Lúcia Angela Viviani, portadora de câncer, em fase terminal, num casebre doado por Beniamino Gallotti. Após a morte da enferma, em 1891, juntou-se a ela a segunda irmã Teresa Anna Maule.
Em 1894 o trio fundacional da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, transferiu-se para a cidade de Nova Trento. Receberam em doação o terreno e a casa de madeira dos generosos benfeitores: João Valle e Francisco Sgrott. Em 1903, Santa Paulina foi eleita, pelas Irmãs, Superiora Geral, por toda a vida. Nesse mesmo ano, deixou Nova Trento para cuidar dos ex-escravos idosos e crianças órfãs, no Ipiranga, em São Paulo - SP. Recebeu apoio do Pe. Luiz Maria Rossi e ajuda de Benfeitores em especial do conde Dr. José Vicente de Azevedo.
Em 1909 a Congregação cresce nos Estados de Santa Catarina e São Paulo. As Irmãs assumem a missão evangelizadora na educação, na catequese, no cuidado às pessoas idosas, doentes e crianças órfãs. Nesse mesmo ano, Santa Paulina é deposta do cargo de Superiora Geral pela autoridade eclesiástica e enviada para Bragança Paulista a fim de cuidar de asilados onde testemunha humildade heróica e amor ao Reino de Deus. Em 1918, Santa Paulina é chamada à viver na Casa Geral onde testemunha uma vida de santidade e ajuda na elaboração da História da Congregação e no resgate do Carisma fundante. Acompanha e abençoa as Irmãs que partem em missão para novas fundações.
Alegra-se com as que são enviadas aos povos indígenas em Mato Grosso, em 1934. Rejubila-se com o Decreto de Louvor dado pelo Papa Pio XI em 1933 à Congregação. Santa Paulina morre aos 77 anos, na Casa Geral em São Paulo, dia 9 de julho de 1942, com fama de santidade; pois viveu em grau heróico as virtudes de FÉ, ESPERANÇA e CARIDADE e demais virtudes. Processo de Canonização O processo, iniciado em 03 de setembro de 1965, celebrou um momento forte com a Beatificação de Santa Paulina, proclamada pelo Papa João Paulo II, no dia 18 de Outubro de 1991, em Florianópolis-SC - Brasil.
A culminância desse processo, dá-se com a Canonização, no dia 19 de maio de 2002, em Roma. Canonização é uma sentença definitiva e oficial da santidade de Madre Paulina, heroína da vida cristã e se pode fazer culto público, em toda a Igreja. Está incluída na lista (cânone ) das Santas e Santos da Igreja Católica”. (Fonte: Santuario Santa Paulina)
quarta-feira, 14 de abril de 2010
História ( 160) - “Far l´America (84)”: Pioneiros em Nova Trento
O site da Prefeitura Municipal de Nova Trento (Santa Catarina) indica o nome das famílias pioneiras na colonização do município.
Primeiros Colonizadores:
Famílias Archer - Battisti – Bertotti – Cipriani – Cadorin - Dalsenter Dalri - Demonti - Facchini - Gottardi – Gessele - Girolla Marchiori – Maffezolli – Martinelli – Orsi – Piva - Rovere Sartori – Tamanini – Trainotti – Voltolini - Visentainer - Battistotti Busnardo – Bottamedi - Ceccatti – Dalsasso – Dalpra - Dalabrida Ferrari – Fantini – Gandin – Giacomeli – Luchini – Mazzola Machi – Minatti – Poli – Sgrotti – Tomasini – Tridapalli Vicentini – Vendrame – Valle - Vinotti
Primeiros Colonizadores:
Famílias Archer - Battisti – Bertotti – Cipriani – Cadorin - Dalsenter Dalri - Demonti - Facchini - Gottardi – Gessele - Girolla Marchiori – Maffezolli – Martinelli – Orsi – Piva - Rovere Sartori – Tamanini – Trainotti – Voltolini - Visentainer - Battistotti Busnardo – Bottamedi - Ceccatti – Dalsasso – Dalpra - Dalabrida Ferrari – Fantini – Gandin – Giacomeli – Luchini – Mazzola Machi – Minatti – Poli – Sgrotti – Tomasini – Tridapalli Vicentini – Vendrame – Valle - Vinotti
História ( 159) - “Far l´America (83)”: As origens de Nova Trento, em Santa Catarina
“A história do município de Nova Trento inicia muito tempo antes da chegada dos primeiros imigrantes trentino-italianos, provenientes da região norte da Itália, a partir de 1875. No período de 1834 e 1838, esta região do Vale do Rio Tijucas havia sido ocupada por norte-americanos, com a intenção de explorar a madeira abundante do local.
Uma serraria foi montada próximo ao atual centro da cidade, aproveitando-se a correnteza do Ribeirão Alferes, Braço do Rio Tijucas-Grande. Christóvão Bonsfield, negociante estabelecido em Nossa Senhora do Desterro, foi o grande propulsor do negócio. Porém, anos depois, foi abandonado, devido às dificuldades encontradas. Suas propriedades passaram depois a Pedro Kohn, que na formação da colônia Nova Trento foram vendidas ao Governo Provincial. Anos mais tarde, a partir de 1875, começam a chegar os primeiros grupos de imigrantes trentino-italianos. Eles deixaram para trás um período de crise, fome, miséria e desesperança, na qual a Europa passava.
O momento coincidiu com a vontade governamental brasileira de povoar as terras localizadas ao sul. Aliciados pelas companhias de imigração, os imigrantes aportaram no Brasil com a promessa de encontrar uma terra “onde se plantando tudo dá”, rios e riachos em abundância, moradia e trabalho remunerado. Do porto de Itajaí, os imigrantes foram deslocados para regiões de mata virgem, sem boas condições de comunicação.
O grupo dos primeiros imigrantes, cerca de 20 famílias originárias da Valsugana, no Alto Vale do Brenta, no Trentino e de Monza, se estabeleceram a 16 quilômetros da atual Nova Trento. Abriu-se uma picada na linha Pomerânica (por Brusque), até a linha Tirol, e nos lotes marginais foram estabelecendo as famílias.
Ao invés de terrenos limpos, mata fechada, insetos, animais que desconheciam e os índios (os bugres), os primeiros habitantes desta localidade Em 1876, famílias inteiras estavam estabelecidas nas colônias Itajaí e Príncipe Dom Pedro. A emigração intensificou-se nos anos seguintes, inclusive com a vinda de alemães, poloneses e outros povos europeus. Até 1880, estima-se que 11 mil pessoas tenham sido instaladas na colônia.
Em 18 de março de 1881, o Decreto nº 8455 emancipou as colônias da região, inclusive aquela a que Nova Trento pertencia. Em dois de janeiro de 1884 foi criado o Distrito Policial de Nova Trento, tendo como primeiro subdelegado de polícia, Hipólito Boiteux. Em quatro de abril de 1884, o Dr. Francisco Luiz da Gama Rosa, presidente da Província de Santa Catarina, sancionou a Lei nº 1074, criando a freguesia e o Distrito de Paz de Nova Trento, sendo nomeado escrivão, Crispim José Martins. Em oito de agosto de 1892, através da Lei Provincial promulgada pelo presidente da província, Tenente Joaquim Machado, Nova Trento tornou-se município.
Em 21 de dezembro de 1892, foi criado o Conselho Municipal para dirigir o município até as suas primeiras eleições, que ocorreram somente em 1894 com o voto indireto, elegendo Henrique Boiteux, primeiro prefeito.
Algumas datas importantes também podem ser mencionadas, como a chegada do primeiro jesuíta da Província Romana à Nova Trento, em 1879; compra de objetos sacros para as missas, em 1880; criação de Escola Mista no município, em 1881, dirigida pela professora Inês da Silva Lobão; construção da Capela Santa Ágata, a primeira de Nova Trento, em 1881; criação do Apostolado da Oração, em 1887; inauguração da gruta de Nossa Senhora de Lourdes, Vígolo, em 11 de fevereiro de 1889 e, criação da Banda Padre Sabbatini, em 25 de maio de 1889. Fundação da Sociedade Filarmônica Neotrentina, em 1890; inauguração do “Hospitalzinho” São Virgílio, em 26 de junho de 1890 e Fundação da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, em 12 de julho daquele mesmo ano.
A estátua de Nossa Senhora do Bom Socorro, trazida da França, apenas foi erguida ao monumento do Morro da Cruz em nove de junho de 1912, exatamente 13 anos após a instalação de cruzes nos montes mais altos do município: Monte Barão de Charlach (com 1.148 metros), Monte Lima (com 1.090 metros), Monte Bela Vista (com 850 metros) e Monte Morro da Onça, atual Morro da Cruz (com 525 metros de altitude) ”. (fonte: Prefeitura Municipal de Nova Trento)
Uma serraria foi montada próximo ao atual centro da cidade, aproveitando-se a correnteza do Ribeirão Alferes, Braço do Rio Tijucas-Grande. Christóvão Bonsfield, negociante estabelecido em Nossa Senhora do Desterro, foi o grande propulsor do negócio. Porém, anos depois, foi abandonado, devido às dificuldades encontradas. Suas propriedades passaram depois a Pedro Kohn, que na formação da colônia Nova Trento foram vendidas ao Governo Provincial. Anos mais tarde, a partir de 1875, começam a chegar os primeiros grupos de imigrantes trentino-italianos. Eles deixaram para trás um período de crise, fome, miséria e desesperança, na qual a Europa passava.
O momento coincidiu com a vontade governamental brasileira de povoar as terras localizadas ao sul. Aliciados pelas companhias de imigração, os imigrantes aportaram no Brasil com a promessa de encontrar uma terra “onde se plantando tudo dá”, rios e riachos em abundância, moradia e trabalho remunerado. Do porto de Itajaí, os imigrantes foram deslocados para regiões de mata virgem, sem boas condições de comunicação.
O grupo dos primeiros imigrantes, cerca de 20 famílias originárias da Valsugana, no Alto Vale do Brenta, no Trentino e de Monza, se estabeleceram a 16 quilômetros da atual Nova Trento. Abriu-se uma picada na linha Pomerânica (por Brusque), até a linha Tirol, e nos lotes marginais foram estabelecendo as famílias.
Ao invés de terrenos limpos, mata fechada, insetos, animais que desconheciam e os índios (os bugres), os primeiros habitantes desta localidade Em 1876, famílias inteiras estavam estabelecidas nas colônias Itajaí e Príncipe Dom Pedro. A emigração intensificou-se nos anos seguintes, inclusive com a vinda de alemães, poloneses e outros povos europeus. Até 1880, estima-se que 11 mil pessoas tenham sido instaladas na colônia.
Em 18 de março de 1881, o Decreto nº 8455 emancipou as colônias da região, inclusive aquela a que Nova Trento pertencia. Em dois de janeiro de 1884 foi criado o Distrito Policial de Nova Trento, tendo como primeiro subdelegado de polícia, Hipólito Boiteux. Em quatro de abril de 1884, o Dr. Francisco Luiz da Gama Rosa, presidente da Província de Santa Catarina, sancionou a Lei nº 1074, criando a freguesia e o Distrito de Paz de Nova Trento, sendo nomeado escrivão, Crispim José Martins. Em oito de agosto de 1892, através da Lei Provincial promulgada pelo presidente da província, Tenente Joaquim Machado, Nova Trento tornou-se município.
Em 21 de dezembro de 1892, foi criado o Conselho Municipal para dirigir o município até as suas primeiras eleições, que ocorreram somente em 1894 com o voto indireto, elegendo Henrique Boiteux, primeiro prefeito.
Algumas datas importantes também podem ser mencionadas, como a chegada do primeiro jesuíta da Província Romana à Nova Trento, em 1879; compra de objetos sacros para as missas, em 1880; criação de Escola Mista no município, em 1881, dirigida pela professora Inês da Silva Lobão; construção da Capela Santa Ágata, a primeira de Nova Trento, em 1881; criação do Apostolado da Oração, em 1887; inauguração da gruta de Nossa Senhora de Lourdes, Vígolo, em 11 de fevereiro de 1889 e, criação da Banda Padre Sabbatini, em 25 de maio de 1889. Fundação da Sociedade Filarmônica Neotrentina, em 1890; inauguração do “Hospitalzinho” São Virgílio, em 26 de junho de 1890 e Fundação da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, em 12 de julho daquele mesmo ano.
A estátua de Nossa Senhora do Bom Socorro, trazida da França, apenas foi erguida ao monumento do Morro da Cruz em nove de junho de 1912, exatamente 13 anos após a instalação de cruzes nos montes mais altos do município: Monte Barão de Charlach (com 1.148 metros), Monte Lima (com 1.090 metros), Monte Bela Vista (com 850 metros) e Monte Morro da Onça, atual Morro da Cruz (com 525 metros de altitude) ”. (fonte: Prefeitura Municipal de Nova Trento)
terça-feira, 13 de abril de 2010
História (158 )- "Far l´America" (82 ) :O êxodo da família Savoi de Trento para Belo Horizonte
Um interessante relato da imigração italiana pós-Primeira Guerra Mundial foi postado na internet pelo Circolo Trentino de Belo Horizonte.
"Giuseppe Savoi casado com Clementina Paolazzi Savoi, nascidos em Faver – Val di Cembra – Trento, lutou na 1ª guerra sendo convocado forçadamente, sob ameaça de uma baioneta calada, servindo ao exército austríaco que ocupou com o alto-comando a sua residência, foi capturado pelos soviéticos e ficou preso na Sibéria em meio as geleiras.
Saudável, conseguiu fugir da prisão soviética misturando-se aos doentes e falecidos. Foi enviado de volta à Trento, dois dias depois de sua chegada foi declarado o fim da guerra, recebendo depois, os agradecimentos pessoais do Imperador Francisco José da Áustria. Indignada com a forma pela qual Giuseppe Savoi foi convocado para lutar na guerra e pelo sofrimento que passaram no decorrer, Clementina Paolazzi sua esposa e mãe de oito filhos, Marcella, Pompeu, Miriam, Gemma, Lina, Ezio, Ettore, Arrigo Savoi e grávida de gêmeos, sendo que Amério Savoi nasceu no Brasil e o outro faleceu, não queria que seu filho mais velho Pompeu Giuseppe Savoi ingressasse no exército de Benito Mussolini, convenceu o marido a emigrarem para o Brasil em busca de uma nova vida, repleta de paz, harmonia e felicidade.
Ao chegarem a Genova, passando por exames, um médico da imigração impossibilitou-os de seguirem viajem no navio, no qual tinham comprado as passagens na primeira classe como turistas, declarando que dois de seus filhos, Pompeu e Miriam, estavam com tracoma (doença infecciosa dos olhos), dizendo que todos teriam que voltar para Trento. Por intermédio de um outro médico que examinou seus filhos não constatando o mesmo diagnóstico, o fato foi comunicado ao Príncipe di Savoia que os liberou, somente sendo possível seguirem viajem em outro dia em um navio de imigrantes na segunda classe, partiram do Porto de Genova no navio Pincio em 17 de março de 1924.
Chegaram ao Brasil, no Estado do Rio de Janeiro em 05 de abril de 1924, onde depois se deslocaram para Ilha das Flores – RJ, quando separaram a mãe e dois filhos, Ezio e Ettore, do restante da família, pai e irmãos, levando-os para o Hospital Paula Cândido em outra ilha sem avisar ao marido, somente voltando três dias depois. Na Ilha havia três galpões com muitos alemães e somente a família Savoi de italianos, todos dormiam no chão em cima de uma esteira, somente com as roupas do corpo. Como Giuseppe Savoi falava o alemão conversava muito com o vizinho, era uma forma de se comunicarem. Embarcaram em uma caminhonete indo para a estação ferroviária, que os levou para Sete Lagoas, cidade próxima a capital Belo Horizonte no Estado de Minas Gerais, onde já residia um irmão de Giuseppe de nome Damiano Savoi, que tinha uma chácara, onde foram morar e trabalhar em suas lavouras.
Mais tarde, a família de Giuseppe Savoi mudou-se para outra chácara onde trabalhava para um professor conhecido como Dr. Otoni, trabalhando certo tempo, depois arrendaram a chácara dos Tolentinos. Conheceram em Sete Lagoas a família Cassimiro cujo chefe Sr. Olímpio Cassimiro, tinha um armazém sendo também proprietário de várias terras na região. Dois de seus filhos, Geraldo Cassimiro (Protético-odontológico) casou-se com Gemma Savoi e o médico José Cassimiro Silva (colega, amigo e companheiro de partido político de Juscelino Kubitschek de Oliveira) com Marcella Savoi, vindo para Belo Horizonte onde arrendaram uma chácara na Vila São Francisco.
Em Sete Lagoas, nasceram um dos gêmeos Amério, Anna Maria, Geraldino, Marcello e Therezinha, totalizando 13 (treze filhos). Geraldo Cassimiro, genro de Giuseppe, por intermédio Magalhães Pinto (futuro Governador de Minas Gerais) conseguiu empregar Giuseppe Savoi para trabalhar no Banco da Lavoura .
Os filhos de Giuseppe Savoi, estudaram, adquirindo profissão e independência, mas Clemetina Paolazzi Savoi não parava de trabalhar até mesmo depois de idosa, rachava lenha para pôr no fogão e fazia sabão onde morava na Rua Tenente Durval, no bairro de Santa Tereza em Belo Horizonte (última residência). Guiseppe Savoi nasceu em 17 de abril 1873 e faleceu aos 08 de abril 1961, Clementina Paolazzi Savoi, nasceu em 22 de fevereiro de 1889 e faleceu aos 16 de agosto de 1974.
Apesar da vida sacrificada da família Savoi, desde sua chegada ao Brasil, todos os filhos conseguiram ter uma profissão honrada, constituindo suas famílias, dando-lhes educação e formação dignas. Hoje, a família Savoi participa maciçamente do Circolo Trentino di Belo Horizonte, sendo o maior número de participantes por família no quadro de associados e diretoria". (Fonte: Circolo Trentino de Belo Horizonte)
"Giuseppe Savoi casado com Clementina Paolazzi Savoi, nascidos em Faver – Val di Cembra – Trento, lutou na 1ª guerra sendo convocado forçadamente, sob ameaça de uma baioneta calada, servindo ao exército austríaco que ocupou com o alto-comando a sua residência, foi capturado pelos soviéticos e ficou preso na Sibéria em meio as geleiras.
Saudável, conseguiu fugir da prisão soviética misturando-se aos doentes e falecidos. Foi enviado de volta à Trento, dois dias depois de sua chegada foi declarado o fim da guerra, recebendo depois, os agradecimentos pessoais do Imperador Francisco José da Áustria. Indignada com a forma pela qual Giuseppe Savoi foi convocado para lutar na guerra e pelo sofrimento que passaram no decorrer, Clementina Paolazzi sua esposa e mãe de oito filhos, Marcella, Pompeu, Miriam, Gemma, Lina, Ezio, Ettore, Arrigo Savoi e grávida de gêmeos, sendo que Amério Savoi nasceu no Brasil e o outro faleceu, não queria que seu filho mais velho Pompeu Giuseppe Savoi ingressasse no exército de Benito Mussolini, convenceu o marido a emigrarem para o Brasil em busca de uma nova vida, repleta de paz, harmonia e felicidade.
Ao chegarem a Genova, passando por exames, um médico da imigração impossibilitou-os de seguirem viajem no navio, no qual tinham comprado as passagens na primeira classe como turistas, declarando que dois de seus filhos, Pompeu e Miriam, estavam com tracoma (doença infecciosa dos olhos), dizendo que todos teriam que voltar para Trento. Por intermédio de um outro médico que examinou seus filhos não constatando o mesmo diagnóstico, o fato foi comunicado ao Príncipe di Savoia que os liberou, somente sendo possível seguirem viajem em outro dia em um navio de imigrantes na segunda classe, partiram do Porto de Genova no navio Pincio em 17 de março de 1924.
Chegaram ao Brasil, no Estado do Rio de Janeiro em 05 de abril de 1924, onde depois se deslocaram para Ilha das Flores – RJ, quando separaram a mãe e dois filhos, Ezio e Ettore, do restante da família, pai e irmãos, levando-os para o Hospital Paula Cândido em outra ilha sem avisar ao marido, somente voltando três dias depois. Na Ilha havia três galpões com muitos alemães e somente a família Savoi de italianos, todos dormiam no chão em cima de uma esteira, somente com as roupas do corpo. Como Giuseppe Savoi falava o alemão conversava muito com o vizinho, era uma forma de se comunicarem. Embarcaram em uma caminhonete indo para a estação ferroviária, que os levou para Sete Lagoas, cidade próxima a capital Belo Horizonte no Estado de Minas Gerais, onde já residia um irmão de Giuseppe de nome Damiano Savoi, que tinha uma chácara, onde foram morar e trabalhar em suas lavouras.
Mais tarde, a família de Giuseppe Savoi mudou-se para outra chácara onde trabalhava para um professor conhecido como Dr. Otoni, trabalhando certo tempo, depois arrendaram a chácara dos Tolentinos. Conheceram em Sete Lagoas a família Cassimiro cujo chefe Sr. Olímpio Cassimiro, tinha um armazém sendo também proprietário de várias terras na região. Dois de seus filhos, Geraldo Cassimiro (Protético-odontológico) casou-se com Gemma Savoi e o médico José Cassimiro Silva (colega, amigo e companheiro de partido político de Juscelino Kubitschek de Oliveira) com Marcella Savoi, vindo para Belo Horizonte onde arrendaram uma chácara na Vila São Francisco.
Em Sete Lagoas, nasceram um dos gêmeos Amério, Anna Maria, Geraldino, Marcello e Therezinha, totalizando 13 (treze filhos). Geraldo Cassimiro, genro de Giuseppe, por intermédio Magalhães Pinto (futuro Governador de Minas Gerais) conseguiu empregar Giuseppe Savoi para trabalhar no Banco da Lavoura .
Os filhos de Giuseppe Savoi, estudaram, adquirindo profissão e independência, mas Clemetina Paolazzi Savoi não parava de trabalhar até mesmo depois de idosa, rachava lenha para pôr no fogão e fazia sabão onde morava na Rua Tenente Durval, no bairro de Santa Tereza em Belo Horizonte (última residência). Guiseppe Savoi nasceu em 17 de abril 1873 e faleceu aos 08 de abril 1961, Clementina Paolazzi Savoi, nasceu em 22 de fevereiro de 1889 e faleceu aos 16 de agosto de 1974.
Apesar da vida sacrificada da família Savoi, desde sua chegada ao Brasil, todos os filhos conseguiram ter uma profissão honrada, constituindo suas famílias, dando-lhes educação e formação dignas. Hoje, a família Savoi participa maciçamente do Circolo Trentino di Belo Horizonte, sendo o maior número de participantes por família no quadro de associados e diretoria". (Fonte: Circolo Trentino de Belo Horizonte)
História (157 )- "Far l´America" (81 ) :Origem dos imigrantes trentinos em Belo Horizonte
"Com a fundação de Belo Horizonte, os imigrantes - com destaque para os de origem italiana , que possuíam habilidades na marcenaria, construção e fabricação de alimentos - começaram a chegar, vindo diretamente da Itália, graças ao programa de incentivo do governo mineiro.
Zonas de origem dos imigrantes trentinos
Borgo Valsugana, Caoria (Canal San Bovo), Cavedine, Cembra, Cimone, Cognolla, Covelo, Faida di Piné, Faver (Val di Cembra), Giovo, Lasino, Levico Terme, Lisignago, Mattarello, Muscoli, Pergine Valsugana, Rocegno, Romagnano di Trento, S. Orsola Terme, Selva di Levico, Storo, Taio, Telve di Sopra, Torreano, Trento, Villazzano.
Problemas encontrados para se adaptar ao novo ambiente
Os imigrantes italianos encontraram muitas dificuldades para adaptação ao novo ambiente, o clima, língua e a discriminação dos habitantes locais também contribuíram para as dificuldades encontradas". (Fonte: Circolo Trentino de Belo Horizonte)
Zonas de origem dos imigrantes trentinos
Borgo Valsugana, Caoria (Canal San Bovo), Cavedine, Cembra, Cimone, Cognolla, Covelo, Faida di Piné, Faver (Val di Cembra), Giovo, Lasino, Levico Terme, Lisignago, Mattarello, Muscoli, Pergine Valsugana, Rocegno, Romagnano di Trento, S. Orsola Terme, Selva di Levico, Storo, Taio, Telve di Sopra, Torreano, Trento, Villazzano.
Problemas encontrados para se adaptar ao novo ambiente
Os imigrantes italianos encontraram muitas dificuldades para adaptação ao novo ambiente, o clima, língua e a discriminação dos habitantes locais também contribuíram para as dificuldades encontradas". (Fonte: Circolo Trentino de Belo Horizonte)
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