Um blog para difundir e aprofundar temas da presença italiana no Brasil, bem como valorizar o Made in Italy. Um espaço para troca de informações e conhecimento, compartilhando raízes comuns da italianidade que carregamos no sangue e na alma. A italianidade engloba a questão das nossas raízes italianas e também reserva um olhar para a linha do tempo, nela buscando e resgatando uma galeria de personagens famosos ou anônimos que, de alguma forma, inseriram seus nomes na História do Brasil.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
História (141 )- O fenômeno do grande êxodo sob olhares italianos (5)
O site do Museo dell’Emigrazione della Gente di Toscana traz um pequeno mas interessante arquivo fotográfico sobre a imigração toscana no Brasil. São imagens como esta de um "Gruppo di emigranti della Garfagnana impiegati come operai in una fabbrica di mattoni.
Tipo documento: fotografia
Datazione: 1903 ca
Soggetto: lavoro
Città: San Paolo
Nazione: Brasile"
História (140 )- O fenômeno do grande êxodo sob olhares italianos (4)
Na Itália, outro centro de preservação da memória do grande êxodo é o Museo dell’Emigrazione della Gente di Toscana. Seu site conta que essa iniciativa nasceu em 2004 “con l’obiettivo di conoscere e valorizzare il fenomeno dell’emigrazione toscana nel mondo.
E’ stato pensato ed è organizzato su due livelli: uno fisico ed uno virtuale. Nel primo, ospitato tra le mura del Castello di Lusuolo, c’è la biblioteca, la mediateca, una sala conferenze, uno spazio per la visione o l’ascolto di audiovisivi e si sviluppa l’allestimento museale che propone il percorso della mostra 'Gente di Toscana', con le storie di chi ebbe la necessità e il desiderio di partire verso terre lontane, arricchito da oggetti e documenti dell’epoca ed “animato” dalla proiezione di videodocumentari dal forte coinvolgimento emotivo.
Il secondo livello è invece costituito dal sito del museo, attraverso il quale è possibile la consultazione on-line delle informazioni e del materiale recuperato attraverso il lavoro di ricerca (testimonianze, lettere, fotografie, documenti che gli emigrati toscani hanno messo a disposizione del Museo e dei suoi utenti).
E’ stato pensato ed è organizzato su due livelli: uno fisico ed uno virtuale. Nel primo, ospitato tra le mura del Castello di Lusuolo, c’è la biblioteca, la mediateca, una sala conferenze, uno spazio per la visione o l’ascolto di audiovisivi e si sviluppa l’allestimento museale che propone il percorso della mostra 'Gente di Toscana', con le storie di chi ebbe la necessità e il desiderio di partire verso terre lontane, arricchito da oggetti e documenti dell’epoca ed “animato” dalla proiezione di videodocumentari dal forte coinvolgimento emotivo.
Il secondo livello è invece costituito dal sito del museo, attraverso il quale è possibile la consultazione on-line delle informazioni e del materiale recuperato attraverso il lavoro di ricerca (testimonianze, lettere, fotografie, documenti che gli emigrati toscani hanno messo a disposizione del Museo e dei suoi utenti).
História 139- Italianos e fundação da Casa de Saúde em Campinas
"A idéia foi lançada quando um grupo de imigrantes italianos sentiram a necessidade da fundação de uma escola para seus filhos, de uma casa de caridade para atender seus conterrâneos e de ensinamentos para a mocidade. Enfim, seria um centro recreativo, cultural e beneficente para a comunidade italiana situada na cidade de Campinas.
Principal Fundador: Sr. Attilio Bucci
1ª Assembléia para criação do Circolo: 17/04/1881
Diretoria Provisória : Presidente – Attilio Bucci
Secretário - Fernando Carina.
"O primeiro livro de Atas foi aberto em 30/07/1881, cuja ata foi redigida em italiano, comunicando a fundação da Sociedade Italiana em Campinas, em 17/Abril/1881, reunião realizada no Teatro São Carlos. Depois disso, as reuniões passaram a ser feitas nas residências dos Presidentes. Em 28/Junho/1882, o Circolo Italiani Uniti passou a funcionar em local próprio: Rua Regente Feijó, 58, com médico, farmacêutico para dar assistência aos associados.(aluguel). Em 10/Junho/1884, atendendo pedido da Diretoria do Circolo, a Câmara Municipal de Campinas concedeu-lhe o terreno pedido, onde seriam erguidos um hospital e uma escola . A pedra fundamental da sede própria foi lançada em 20 de Setembro de 1884, a partir de um projeto idealizado pelo engenheiro Samuele Malfatti, com a colaboração do conceituado engenheiro-arquiteto Ramos de Azevedo.
Assim, no terreno situado à Praça Riachuelo, lentamente o prédio começou a ser levantado com os auxílios: monetário, em espécie e braçal dos italianos. Mesmo inacabado, o prédio começou a ser usado, com muito orgulho, como sede social do Circolo. Em 13/Janeiro/1883, a cidade estava ameaçada com os primeiros casos de febre amarela, e o centro recreativo, num estado de emergência, é transformado em hospital, prestando serviços à comunidade assolada pela epidemia, fechando-se, provisoriamente a escola. Passada finalmente a difícil luta contra a febre amarela, os italianos continuavam com a inspiração de tornar a associação em Hospital.
Em fevereiro de 1889, a população passa por nova e grande provação: é a volta da febre amarela. A epidemia aumentava de tal maneira que, 16 dias depois, o Conselho encontrava-se impossibilitado de reunir-se. A Sociedade prestava assistência médica, distribuía remédios, gêneros, dinheiro e cuidados. O Sr. José Paulino Nogueira – então Presidente da Câmara Municipal, muito apoiou e contribuiu para se abrir nova enfermaria no edifício inacabado da Sociedade.
E assim, outra ala é transformada em Enfermaria Municipal. Até o salão de aulas da escola foi dividido em diversas enfermarias. O Dr. Costa Aguiar, à testa do serviço hospitalar, cai doente no hospital improvisado, sendo transferido para Itu, onde mais tarde veio a falecer. Em 1897, retorna a febre amarela, provocando mortes, arrasando a cidade, em especial a colonia italiana onde o surto era maior, criando nova fase de dificuldades para o Circolo. Felizmente o Dr. Emílio Ribas descobre e isola o transmissor da terrível doença, saneando Campinas, acabando de vez com a febre amarela.
Entre 1917 e 1918 a colonia esteve a ponto de fechar a agremiação em virtude de conseqüências pós guerra, criando ambiente de desunião, finalmente vencido. Em 1918 a cidade é novamente abalada pela gripe espanhola e o então presidente – Sr. Irineo Checchia passa a viver do ideal de transformar o então “Circolo Degli Italiani Uniti” num verdadeiro hospital. Unindo seus esforços aos Drs. Clemente de Toffoli e de Mario Gatti, esse acontecimento passou a ser obsessão. Em 1938, as conseqüências da guerra abalaram o Circolo. Seu nome, por força do Decreto Lei nº383, da República Brasileira, estabelecia normas a respeito de estabelecimentos estrangeiros, com alteração em seus Estatutos, e deveria ser cumprido para que não se fechasse suas dependências. Em 29/01/1939 foi convocada reunião extraordinária para ajustarem-se as primeiras providências.
Esta ata foi lavrada pelo Secretário: Ettore Garofallo – a última escrita em língua italiana. Aos poucos, inteirando-se dos termos do Decreto Lei nº383, o Circolo, em 20/09/1942, realizou uma Assembléia Geral – presidida pelo Dr. Cunha Campos, destinada à fundação de uma sociedade civil, com fins filantrópicos, para se manter e fundar nesta cidade um hospital brasileiro, passando a ser denominado – CASA DE SAÚDE CAMPINAS, em homenagem à cidade, não deixando, porém, de constar ‘Antigo Circolo Italiani Uniti'. Quando da posse da Diretoria em 26/01/47, Irineo Checchia fez ver aos presentes a necessidade de se ampliar os trabalhos da construção da Casa de Saúde Campinas, iniciando a edificação do pavimento superior aos apartamentos femininos.
Em 26/janeiro/1958, a Assembléia Legislativa Paulista, através do Decreto nº4.253 de 31/12/1957, em virtude de lei assinada pelo Dr. Jânio da Silva Quadros, referendada pelo seu Secretário da Justiça – Sr. Antônio Ferraz Filho, a CASA DE SAÚDE CAMPINAS é declarada de Utilidade Pública Estadual. E através do Decreto nº 63.557 de 06/11/1968 é declarada de Utilidade Pública Federal e de Utilidade Pública Municipal pela Lei nº1973 de 24/12/1958.
Hoje, a Casa de Saúde Campinas é um hospital reconhecido e respeitado nacionalmente. É o pioneiro no transplante renal do interior do Estado de São Paulo. O Hospital conta atualmente com os seguintes departamentos: Anestesia, Anatomia Patológica, Clínica Médica, Cardiologia, Cirurgia Geral, Cirurgia Pediátrica, Cirurgia Cardiovascular, Cirurgia Plástica, Cirurgia Torácica, Ginecologia e Obstetrícia, Hemoterapia, Nefrologia, Neurologia/Neurocirurgia, Oftalmologia, Oncologia, Ortopedia/Traumatologia, Otorrinolaringologia, Patologia Clínica, Pediatria, Pneumologia, e Urologia, UTI Adulto e UTI Pediátrica e Neonatal.
"O primeiro livro de Atas foi aberto em 30/07/1881, cuja ata foi redigida em italiano, comunicando a fundação da Sociedade Italiana em Campinas, em 17/Abril/1881, reunião realizada no Teatro São Carlos. Depois disso, as reuniões passaram a ser feitas nas residências dos Presidentes. Em 28/Junho/1882, o Circolo Italiani Uniti passou a funcionar em local próprio: Rua Regente Feijó, 58, com médico, farmacêutico para dar assistência aos associados.(aluguel). Em 10/Junho/1884, atendendo pedido da Diretoria do Circolo, a Câmara Municipal de Campinas concedeu-lhe o terreno pedido, onde seriam erguidos um hospital e uma escola . A pedra fundamental da sede própria foi lançada em 20 de Setembro de 1884, a partir de um projeto idealizado pelo engenheiro Samuele Malfatti, com a colaboração do conceituado engenheiro-arquiteto Ramos de Azevedo.
Assim, no terreno situado à Praça Riachuelo, lentamente o prédio começou a ser levantado com os auxílios: monetário, em espécie e braçal dos italianos. Mesmo inacabado, o prédio começou a ser usado, com muito orgulho, como sede social do Circolo. Em 13/Janeiro/1883, a cidade estava ameaçada com os primeiros casos de febre amarela, e o centro recreativo, num estado de emergência, é transformado em hospital, prestando serviços à comunidade assolada pela epidemia, fechando-se, provisoriamente a escola. Passada finalmente a difícil luta contra a febre amarela, os italianos continuavam com a inspiração de tornar a associação em Hospital.
Em fevereiro de 1889, a população passa por nova e grande provação: é a volta da febre amarela. A epidemia aumentava de tal maneira que, 16 dias depois, o Conselho encontrava-se impossibilitado de reunir-se. A Sociedade prestava assistência médica, distribuía remédios, gêneros, dinheiro e cuidados. O Sr. José Paulino Nogueira – então Presidente da Câmara Municipal, muito apoiou e contribuiu para se abrir nova enfermaria no edifício inacabado da Sociedade.
E assim, outra ala é transformada em Enfermaria Municipal. Até o salão de aulas da escola foi dividido em diversas enfermarias. O Dr. Costa Aguiar, à testa do serviço hospitalar, cai doente no hospital improvisado, sendo transferido para Itu, onde mais tarde veio a falecer. Em 1897, retorna a febre amarela, provocando mortes, arrasando a cidade, em especial a colonia italiana onde o surto era maior, criando nova fase de dificuldades para o Circolo. Felizmente o Dr. Emílio Ribas descobre e isola o transmissor da terrível doença, saneando Campinas, acabando de vez com a febre amarela.
Entre 1917 e 1918 a colonia esteve a ponto de fechar a agremiação em virtude de conseqüências pós guerra, criando ambiente de desunião, finalmente vencido. Em 1918 a cidade é novamente abalada pela gripe espanhola e o então presidente – Sr. Irineo Checchia passa a viver do ideal de transformar o então “Circolo Degli Italiani Uniti” num verdadeiro hospital. Unindo seus esforços aos Drs. Clemente de Toffoli e de Mario Gatti, esse acontecimento passou a ser obsessão. Em 1938, as conseqüências da guerra abalaram o Circolo. Seu nome, por força do Decreto Lei nº383, da República Brasileira, estabelecia normas a respeito de estabelecimentos estrangeiros, com alteração em seus Estatutos, e deveria ser cumprido para que não se fechasse suas dependências. Em 29/01/1939 foi convocada reunião extraordinária para ajustarem-se as primeiras providências.
Esta ata foi lavrada pelo Secretário: Ettore Garofallo – a última escrita em língua italiana. Aos poucos, inteirando-se dos termos do Decreto Lei nº383, o Circolo, em 20/09/1942, realizou uma Assembléia Geral – presidida pelo Dr. Cunha Campos, destinada à fundação de uma sociedade civil, com fins filantrópicos, para se manter e fundar nesta cidade um hospital brasileiro, passando a ser denominado – CASA DE SAÚDE CAMPINAS, em homenagem à cidade, não deixando, porém, de constar ‘Antigo Circolo Italiani Uniti'. Quando da posse da Diretoria em 26/01/47, Irineo Checchia fez ver aos presentes a necessidade de se ampliar os trabalhos da construção da Casa de Saúde Campinas, iniciando a edificação do pavimento superior aos apartamentos femininos.
Em 26/janeiro/1958, a Assembléia Legislativa Paulista, através do Decreto nº4.253 de 31/12/1957, em virtude de lei assinada pelo Dr. Jânio da Silva Quadros, referendada pelo seu Secretário da Justiça – Sr. Antônio Ferraz Filho, a CASA DE SAÚDE CAMPINAS é declarada de Utilidade Pública Estadual. E através do Decreto nº 63.557 de 06/11/1968 é declarada de Utilidade Pública Federal e de Utilidade Pública Municipal pela Lei nº1973 de 24/12/1958.
Hoje, a Casa de Saúde Campinas é um hospital reconhecido e respeitado nacionalmente. É o pioneiro no transplante renal do interior do Estado de São Paulo. O Hospital conta atualmente com os seguintes departamentos: Anestesia, Anatomia Patológica, Clínica Médica, Cardiologia, Cirurgia Geral, Cirurgia Pediátrica, Cirurgia Cardiovascular, Cirurgia Plástica, Cirurgia Torácica, Ginecologia e Obstetrícia, Hemoterapia, Nefrologia, Neurologia/Neurocirurgia, Oftalmologia, Oncologia, Ortopedia/Traumatologia, Otorrinolaringologia, Patologia Clínica, Pediatria, Pneumologia, e Urologia, UTI Adulto e UTI Pediátrica e Neonatal.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Italiani – Pietro Mari Bardi e as obras de artistas italianos no MASP (4)
O pintor Pietro Perugino (c.1447 – 1523) é o autor dado óleo sobre tela São Sebastião na Coluna que faz parte do acervo do Museu de Arte de São Paulo (Masp) construído pelo professor Pietro Maria Bardi. O quadro mede 191 cm x 115 cm e foi doada pela Companhia Antarctica Paulista S.A. A obra é assim descrita no catálogo do Masp.
"A representação de São Sebastião como um jovem atado à coluna, com o corpo crivado de setas, é freqüente na história da arte e remonta ao episódio em que o santo, então capitão e com um alto posto nas hostes romanas, foi torturado por ordem do imperador romano Diocleciano, quando suas ações em favor da difusão do cristia- nismo foram descobertas. Corria o ano 303 e seu castigo foi ficar amarrado, à mercê das flechadas desfechadas por arqueiros do exército.
Segundo a tradição seus ferimentos teriam sido tratados por uma piedosa mulher chamada Irene, que o curou. A construção forte da anatomia do jovem é feita de modo a despertar solidez a expressão serena do olhar para o alto, onde o maxilar se evidencia com calma, poderia significar a reminiscência do sacrifício maior experimentado por Cristo, fato que justificaria as duas colunas laterais a sustentar o templo, porém mostrando ao longe a placidez da paisagem numa espécie de redenção. O Museu do Louvre, em Paris, possui um outro São Sebastião também de autoria de Perugino, de dimensões menores, realizado, segundo os especialistas, sete anos antes da obra do MASP. Ainda segundo os historiadores, neste quadro o artista teria tido o auxílio de seus assistentes nos detalhes arquitetônicos”
Sobre o autor a referência é a seguinte: “A maioria das notícias biográficas de Perugino, mesmo a de Giorgio Vasari, o primeiro autor a elencar as vidas dos artistas, faz referência às suas origens extremamente humildes, condição que ele iria superar com seu afinco e dedicação no trabalho. Já trabalhando em Perugia quando tinha 20 anos, o artista será notado anos depois em Florença e outras cidades italianas, porém será sempre nas duas primeiras que manterá oficinas. São importantes as obras que realizou para a basílica de São Pedro, no Vaticano, inclusive nas laterais da Capela Sistina, traba lho que executou com outros pintores de sua época como Botticelli e Ghirlandaio. Em seus ateliês muitos jovens artistas iam praticar como aprendizes, tendo sido Rafael o mais importante dentre eles".
"A representação de São Sebastião como um jovem atado à coluna, com o corpo crivado de setas, é freqüente na história da arte e remonta ao episódio em que o santo, então capitão e com um alto posto nas hostes romanas, foi torturado por ordem do imperador romano Diocleciano, quando suas ações em favor da difusão do cristia- nismo foram descobertas. Corria o ano 303 e seu castigo foi ficar amarrado, à mercê das flechadas desfechadas por arqueiros do exército.
Segundo a tradição seus ferimentos teriam sido tratados por uma piedosa mulher chamada Irene, que o curou. A construção forte da anatomia do jovem é feita de modo a despertar solidez a expressão serena do olhar para o alto, onde o maxilar se evidencia com calma, poderia significar a reminiscência do sacrifício maior experimentado por Cristo, fato que justificaria as duas colunas laterais a sustentar o templo, porém mostrando ao longe a placidez da paisagem numa espécie de redenção. O Museu do Louvre, em Paris, possui um outro São Sebastião também de autoria de Perugino, de dimensões menores, realizado, segundo os especialistas, sete anos antes da obra do MASP. Ainda segundo os historiadores, neste quadro o artista teria tido o auxílio de seus assistentes nos detalhes arquitetônicos”
Sobre o autor a referência é a seguinte: “A maioria das notícias biográficas de Perugino, mesmo a de Giorgio Vasari, o primeiro autor a elencar as vidas dos artistas, faz referência às suas origens extremamente humildes, condição que ele iria superar com seu afinco e dedicação no trabalho. Já trabalhando em Perugia quando tinha 20 anos, o artista será notado anos depois em Florença e outras cidades italianas, porém será sempre nas duas primeiras que manterá oficinas. São importantes as obras que realizou para a basílica de São Pedro, no Vaticano, inclusive nas laterais da Capela Sistina, traba lho que executou com outros pintores de sua época como Botticelli e Ghirlandaio. Em seus ateliês muitos jovens artistas iam praticar como aprendizes, tendo sido Rafael o mais importante dentre eles".
História (138 )- O fenômeno do grande êxodo sob olhares italianos (3)
Ao inserir em seu site canções que acompanharam os imigrantes italianos na epopeia do grande êxodo, a Fondazione Paolo Cresci per la storia
dell’emigrazione italiana assim aborda a questão, deixando, ainda à disposição do internauta um série de links recuperando antigas músicas.
“I canti di emigrazione sono, in origine, canti di lavoro e di amore. Nascono nella prima metà dell’Ottocento legati alle migrazioni periodiche di boscaioli, carbonai, minatori e girovaghi in genere. ’Tutti mi dicon Maremma’ è tra i più antichi e si riferisce appunto agli spostamenti stagionali interni al paese: chi canta lamenta i disagi del lavoro faticoso e malpagato e impreca perché ha perduto la donna amata. A partire dalla ‘grande emigrazione’, essi mitigano il dolore della partenza, rassicurano contro gli incerti del viaggio e alimentano la speranza di ‘fare l’America’ “.
“I canti di emigrazione sono, in origine, canti di lavoro e di amore. Nascono nella prima metà dell’Ottocento legati alle migrazioni periodiche di boscaioli, carbonai, minatori e girovaghi in genere. ’Tutti mi dicon Maremma’ è tra i più antichi e si riferisce appunto agli spostamenti stagionali interni al paese: chi canta lamenta i disagi del lavoro faticoso e malpagato e impreca perché ha perduto la donna amata. A partire dalla ‘grande emigrazione’, essi mitigano il dolore della partenza, rassicurano contro gli incerti del viaggio e alimentano la speranza di ‘fare l’America’ “.
terça-feira, 30 de março de 2010
História (137 ) – O fenômeno do grande êxodo sob olhares italianos (2)
O site da Fondazione Paolo Cresci per la storia
dell’emigrazione italiana, traz imagens do seu arquivo histórico constituído a partir da pesquisa do fotógrafo Paolo Cresci (1943 – 1997). Na sessão Percorso Didatico foram disponibilizadas fotos que revelam momentos importantes no que diz respeito ao grande êxodo italiano divido nas seguintes temáticas: La partenza; Il viaggio, L´arrivo, Le nuove Patrie e Il filo del Ricordo.
"La Partenza: La navigazione a vapore, e la conseguente diminuzione del costo del viaggio, facilitò, negli ultimi decenni dell’Ottocento, un esodo di proporzioni bibliche dall’Italia. Quell’emigrazione fu detta “grande” e si concluse soltanto allo scoppio della prima guerra mondiale. L’esodo ebbe un altro fattore di incitamento nel miraggio della terra che specialmente i governi argentino e brasiliano alimentavano in tutto il paese attraverso i loro agenti d’immigrazione. Agli occhi abbagliati di tanti contadini, che della vita avevano l’esperienza acquisita nel proprio villaggio, essi mostravano splendide immagini di campi rigogliosi in cui tutto sembrava crescere quasi spontaneamente e narravano di un Eldorado che li attendeva “in Merica”.
Per coordinare e promuovere l’assistenza agli emigranti da parte dello Stato, soltanto nel 1901, dopo anni di dibattiti parlamentari, fu istituito il Commissariato generale dell’emigrazione, dotato di vaste competenze ma di scarsi fondi".
"La Partenza: La navigazione a vapore, e la conseguente diminuzione del costo del viaggio, facilitò, negli ultimi decenni dell’Ottocento, un esodo di proporzioni bibliche dall’Italia. Quell’emigrazione fu detta “grande” e si concluse soltanto allo scoppio della prima guerra mondiale. L’esodo ebbe un altro fattore di incitamento nel miraggio della terra che specialmente i governi argentino e brasiliano alimentavano in tutto il paese attraverso i loro agenti d’immigrazione. Agli occhi abbagliati di tanti contadini, che della vita avevano l’esperienza acquisita nel proprio villaggio, essi mostravano splendide immagini di campi rigogliosi in cui tutto sembrava crescere quasi spontaneamente e narravano di un Eldorado che li attendeva “in Merica”.
Per coordinare e promuovere l’assistenza agli emigranti da parte dello Stato, soltanto nel 1901, dopo anni di dibattiti parlamentari, fu istituito il Commissariato generale dell’emigrazione, dotato di vaste competenze ma di scarsi fondi".
História (136 ) – O fenômeno do grande êxodo sob olhares italianos (1)
A saída em massa de cidadãos italianos rumo a países europeus e outros regiões do globo, sobretudo América do Norte e América do Sul, é objeto de estudo em várias instituições italianas que na internet disponibilizam importante material (textos e fotos).
È o caso Fondazione Paolo Cresci per la storia dell’emigrazione italiana, com sede um Lucca. O site da instituição toscana explica que “L’Archivio della Fondazione Paolo Cresci per la storia dell’emigrazione italiana, dal nome dello studioso fiorentino che ne ha curato la raccolta, comprende una miscellanea di materiale documentario relativo all’emigrazione italiana tra Ottocento e Novecento. Acquisito dalla Provincia di Lucca nel 1998, l’archivio è stato inaugurato il 31 marzo 2001 nella Cappella di Santa Maria della Rotonda, all’interno di Palazzo Ducale. Nel maggio 2002 è stata costituita la Fondazione che si propone la realizzazione di varie e diversificate iniziative volte ad allargare ed approfondire le ricerche sulla storia dell’emigrazione italiana e degli emigranti e la conservazione e arricchimento del proprio patrimonio”.
“Paolo Cresci (Scandicci 1943 – Signa 1997) ha svolto la sua attività professionale come fotografo scientifico presso l’Università di Firenze. Era un appassionato ricercatore e collezionista di documentazione sulla storia dell’emigrazione. Ha realizzato diverse mostre personali di fotografia e sull’emigrazione, partecipando alle più importanti rassegne di umorismo italiane ed estere e ottenendo vari riconoscimenti”.
“Paolo Cresci (Scandicci 1943 – Signa 1997) ha svolto la sua attività professionale come fotografo scientifico presso l’Università di Firenze. Era un appassionato ricercatore e collezionista di documentazione sulla storia dell’emigrazione. Ha realizzato diverse mostre personali di fotografia e sull’emigrazione, partecipando alle più importanti rassegne di umorismo italiane ed estere e ottenendo vari riconoscimenti”.
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