segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

História (74 ) - "Far l´America" (42 ): os primeiros imigrantes nos cafezais do Rio de Janeiro

Rosane Aparecida Bartholazzi , da Faculdade Federal Fluminense, é autora do trabalho Imigrante italiano na nova fronteira do café 1897-1930 , um retrato da imigração na região Noroeste do Estado do Rio de Janeiro.

“A cultura cafeeira que chega ao noroeste fluminense, especialmente em Varre-Sai nas primeiras décadas do século XIX, vai atingir seu apogeu no início do século seguinte, após a consolidação do povoamento e ocupação da terra. Tal processo ocorre particularmente a partir da instalação dos italianos, como colonos, nas fazendas cafeeiras por volta de 1897”.

“A fazenda localiza-se numa região limítrofe com Minas Gerais e Espírito Santo, no distrito de Natividade, fazendo fronteira com o distrito de Varre-Sai, pertencente ao município de Itaperuna2. Está situada numa área conhecida hoje como Noroeste Fluminense, no estado do Rio de Janeiro. Esta região constituiu-se como um grande centro cafeicultor no final do século XIX, permanecendo até os dias atuais com a produção da cultura cafeeira, principalmente, no município de Varre-Sai” “Num período em que o café despontava no município de Itaperuna, a fazenda Bela Vista foi adquirida pela família Rodrigues França, por 66 contos de réis, em 23 de abril de 18923, constituída de 364 alqueires mineiros, ou seja, 1.747 hectares de área, formadas geograficamente de montanhas e cobertas de matas virgens. Com infra-estrutura para a ampliação dos negócios da fazenda e principalmente, com a expansão da cafeicultura, foi inserido na estrutura produtiva desta fazenda o trabalhador europeu. Aproximadamente 40 (quarenta) famílias fizeram parte do contingente de mão-de-obra na Bela Vista no final de século XIX”

“Em 1896, inicia-se a chegada das primeiras famílias italianas em Varre-Sai, mas, a maior parte chegou em 1897. Não temos informações sobre a origem de todas as famílias que desembarcaram nessa época, mas constatamos que a maior parte veio da região central da Itália, das localidades de Toscana, Lazio e Úmbria. Nos navios Andes, Colombo e Attivitá é que estes italianos, em sua maioria camponeses, atravessaram o Atlântico carregando o sonho de uma vida melhor. As famílias que vieram no vapor Attivitá embarcaram em Gênova e desembarcaram no porto do Rio de Janeiro em 14 de novembro de 1897”.

“Dentre os cognomes italianos que chegaram na região, citamos: Boni, Bertolini, Bianconi, Bandoli, Balducci,, Demartini, Cagnaci, Capacia, Celebrini, Calidoni, Constantino, Esposti, Fratejani, Fabri, Frangilli, Ferrari, Fitaroni,Frangilo, Faloti, Giovanninni, Gorini, Gentil, Grillo, Gallo, Mantence, Mugnari, Muruci, Martelini, Mazelli, Paolante, Potente, Pulitini, Purificati, Pizano, Pani, Polastreli, Pirozzi, Pelegrini,, Possodeli, Pavanelle, Privato, Riguetti, Ridolfhi, Tupini, Vioti, Spalla , Zambroti e outros”.

Um comentário:

  1. Boa tarde.

    meu nome maria das graças FITARONI ,preciso conhecer toda trajetoria dos fitaroni ,documentos nomes ,onde se estabeleceram, quantos e nomes...
    TENHO prima precisando pra comprovar cidadania e continuar estudando em PARIS.
    mg.flengruber79@gmail.com


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