quarta-feira, 14 de abril de 2010

História ( 160) - “Far l´America (84)”: Pioneiros em Nova Trento

O site da Prefeitura Municipal de Nova Trento (Santa Catarina) indica o nome das famílias pioneiras na colonização do município.

Primeiros Colonizadores:

Famílias Archer - Battisti – Bertotti – Cipriani – Cadorin - Dalsenter Dalri - Demonti - Facchini - Gottardi – Gessele - Girolla Marchiori – Maffezolli – Martinelli – Orsi – Piva - Rovere Sartori – Tamanini – Trainotti – Voltolini - Visentainer - Battistotti Busnardo – Bottamedi - Ceccatti – Dalsasso – Dalpra - Dalabrida Ferrari – Fantini – Gandin – Giacomeli – Luchini – Mazzola Machi – Minatti – Poli – Sgrotti – Tomasini – Tridapalli Vicentini – Vendrame – Valle - Vinotti

História ( 159) - “Far l´America (83)”: As origens de Nova Trento, em Santa Catarina

“A história do município de Nova Trento inicia muito tempo antes da chegada dos primeiros imigrantes trentino-italianos, provenientes da região norte da Itália, a partir de 1875. No período de 1834 e 1838, esta região do Vale do Rio Tijucas havia sido ocupada por norte-americanos, com a intenção de explorar a madeira abundante do local.

Uma serraria foi montada próximo ao atual centro da cidade, aproveitando-se a correnteza do Ribeirão Alferes, Braço do Rio Tijucas-Grande. Christóvão Bonsfield, negociante estabelecido em Nossa Senhora do Desterro, foi o grande propulsor do negócio. Porém, anos depois, foi abandonado, devido às dificuldades encontradas. Suas propriedades passaram depois a Pedro Kohn, que na formação da colônia Nova Trento foram vendidas ao Governo Provincial. Anos mais tarde, a partir de 1875, começam a chegar os primeiros grupos de imigrantes trentino-italianos. Eles deixaram para trás um período de crise, fome, miséria e desesperança, na qual a Europa passava.

O momento coincidiu com a vontade governamental brasileira de povoar as terras localizadas ao sul. Aliciados pelas companhias de imigração, os imigrantes aportaram no Brasil com a promessa de encontrar uma terra “onde se plantando tudo dá”, rios e riachos em abundância, moradia e trabalho remunerado. Do porto de Itajaí, os imigrantes foram deslocados para regiões de mata virgem, sem boas condições de comunicação.

O grupo dos primeiros imigrantes, cerca de 20 famílias originárias da Valsugana, no Alto Vale do Brenta, no Trentino e de Monza, se estabeleceram a 16 quilômetros da atual Nova Trento. Abriu-se uma picada na linha Pomerânica (por Brusque), até a linha Tirol, e nos lotes marginais foram estabelecendo as famílias.

Ao invés de terrenos limpos, mata fechada, insetos, animais que desconheciam e os índios (os bugres), os primeiros habitantes desta localidade Em 1876, famílias inteiras estavam estabelecidas nas colônias Itajaí e Príncipe Dom Pedro. A emigração intensificou-se nos anos seguintes, inclusive com a vinda de alemães, poloneses e outros povos europeus. Até 1880, estima-se que 11 mil pessoas tenham sido instaladas na colônia.

Em 18 de março de 1881, o Decreto nº 8455 emancipou as colônias da região, inclusive aquela a que Nova Trento pertencia. Em dois de janeiro de 1884 foi criado o Distrito Policial de Nova Trento, tendo como primeiro subdelegado de polícia, Hipólito Boiteux. Em quatro de abril de 1884, o Dr. Francisco Luiz da Gama Rosa, presidente da Província de Santa Catarina, sancionou a Lei nº 1074, criando a freguesia e o Distrito de Paz de Nova Trento, sendo nomeado escrivão, Crispim José Martins. Em oito de agosto de 1892, através da Lei Provincial promulgada pelo presidente da província, Tenente Joaquim Machado, Nova Trento tornou-se município.

Em 21 de dezembro de 1892, foi criado o Conselho Municipal para dirigir o município até as suas primeiras eleições, que ocorreram somente em 1894 com o voto indireto, elegendo Henrique Boiteux, primeiro prefeito.

Algumas datas importantes também podem ser mencionadas, como a chegada do primeiro jesuíta da Província Romana à Nova Trento, em 1879; compra de objetos sacros para as missas, em 1880; criação de Escola Mista no município, em 1881, dirigida pela professora Inês da Silva Lobão; construção da Capela Santa Ágata, a primeira de Nova Trento, em 1881; criação do Apostolado da Oração, em 1887; inauguração da gruta de Nossa Senhora de Lourdes, Vígolo, em 11 de fevereiro de 1889 e, criação da Banda Padre Sabbatini, em 25 de maio de 1889. Fundação da Sociedade Filarmônica Neotrentina, em 1890; inauguração do “Hospitalzinho” São Virgílio, em 26 de junho de 1890 e Fundação da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, em 12 de julho daquele mesmo ano.

A estátua de Nossa Senhora do Bom Socorro, trazida da França, apenas foi erguida ao monumento do Morro da Cruz em nove de junho de 1912, exatamente 13 anos após a instalação de cruzes nos montes mais altos do município: Monte Barão de Charlach (com 1.148 metros), Monte Lima (com 1.090 metros), Monte Bela Vista (com 850 metros) e Monte Morro da Onça, atual Morro da Cruz (com 525 metros de altitude) ”. (fonte: Prefeitura Municipal de Nova Trento)

terça-feira, 13 de abril de 2010

História (158 )- "Far l´America" (82 ) :O êxodo da família Savoi de Trento para Belo Horizonte

Um interessante relato da imigração italiana pós-Primeira Guerra Mundial foi postado na internet pelo Circolo Trentino de Belo Horizonte.

"Giuseppe Savoi casado com Clementina Paolazzi Savoi, nascidos em Faver – Val di Cembra – Trento, lutou na 1ª guerra sendo convocado forçadamente, sob ameaça de uma baioneta calada, servindo ao exército austríaco que ocupou com o alto-comando a sua residência, foi capturado pelos soviéticos e ficou preso na Sibéria em meio as geleiras.

Saudável, conseguiu fugir da prisão soviética misturando-se aos doentes e falecidos. Foi enviado de volta à Trento, dois dias depois de sua chegada foi declarado o fim da guerra, recebendo depois, os agradecimentos pessoais do Imperador Francisco José da Áustria. Indignada com a forma pela qual Giuseppe Savoi foi convocado para lutar na guerra e pelo sofrimento que passaram no decorrer, Clementina Paolazzi sua esposa e mãe de oito filhos, Marcella, Pompeu, Miriam, Gemma, Lina, Ezio, Ettore, Arrigo Savoi e grávida de gêmeos, sendo que Amério Savoi nasceu no Brasil e o outro faleceu, não queria que seu filho mais velho Pompeu Giuseppe Savoi ingressasse no exército de Benito Mussolini, convenceu o marido a emigrarem para o Brasil em busca de uma nova vida, repleta de paz, harmonia e felicidade.

Ao chegarem a Genova, passando por exames, um médico da imigração impossibilitou-os de seguirem viajem no navio, no qual tinham comprado as passagens na primeira classe como turistas, declarando que dois de seus filhos, Pompeu e Miriam, estavam com tracoma (doença infecciosa dos olhos), dizendo que todos teriam que voltar para Trento. Por intermédio de um outro médico que examinou seus filhos não constatando o mesmo diagnóstico, o fato foi comunicado ao Príncipe di Savoia que os liberou, somente sendo possível seguirem viajem em outro dia em um navio de imigrantes na segunda classe, partiram do Porto de Genova no navio Pincio em 17 de março de 1924.

Chegaram ao Brasil, no Estado do Rio de Janeiro em 05 de abril de 1924, onde depois se deslocaram para Ilha das Flores – RJ, quando separaram a mãe e dois filhos, Ezio e Ettore, do restante da família, pai e irmãos, levando-os para o Hospital Paula Cândido em outra ilha sem avisar ao marido, somente voltando três dias depois. Na Ilha havia três galpões com muitos alemães e somente a família Savoi de italianos, todos dormiam no chão em cima de uma esteira, somente com as roupas do corpo. Como Giuseppe Savoi falava o alemão conversava muito com o vizinho, era uma forma de se comunicarem. Embarcaram em uma caminhonete indo para a estação ferroviária, que os levou para Sete Lagoas, cidade próxima a capital Belo Horizonte no Estado de Minas Gerais, onde já residia um irmão de Giuseppe de nome Damiano Savoi, que tinha uma chácara, onde foram morar e trabalhar em suas lavouras.

Mais tarde, a família de Giuseppe Savoi mudou-se para outra chácara onde trabalhava para um professor conhecido como Dr. Otoni, trabalhando certo tempo, depois arrendaram a chácara dos Tolentinos. Conheceram em Sete Lagoas a família Cassimiro cujo chefe Sr. Olímpio Cassimiro, tinha um armazém sendo também proprietário de várias terras na região. Dois de seus filhos, Geraldo Cassimiro (Protético-odontológico) casou-se com Gemma Savoi e o médico José Cassimiro Silva (colega, amigo e companheiro de partido político de Juscelino Kubitschek de Oliveira) com Marcella Savoi, vindo para Belo Horizonte onde arrendaram uma chácara na Vila São Francisco.

Em Sete Lagoas, nasceram um dos gêmeos Amério, Anna Maria, Geraldino, Marcello e Therezinha, totalizando 13 (treze filhos). Geraldo Cassimiro, genro de Giuseppe, por intermédio Magalhães Pinto (futuro Governador de Minas Gerais) conseguiu empregar Giuseppe Savoi para trabalhar no Banco da Lavoura .

Os filhos de Giuseppe Savoi, estudaram, adquirindo profissão e independência, mas Clemetina Paolazzi Savoi não parava de trabalhar até mesmo depois de idosa, rachava lenha para pôr no fogão e fazia sabão onde morava na Rua Tenente Durval, no bairro de Santa Tereza em Belo Horizonte (última residência). Guiseppe Savoi nasceu em 17 de abril 1873 e faleceu aos 08 de abril 1961, Clementina Paolazzi Savoi, nasceu em 22 de fevereiro de 1889 e faleceu aos 16 de agosto de 1974.

Apesar da vida sacrificada da família Savoi, desde sua chegada ao Brasil, todos os filhos conseguiram ter uma profissão honrada, constituindo suas famílias, dando-lhes educação e formação dignas. Hoje, a família Savoi participa maciçamente do Circolo Trentino di Belo Horizonte, sendo o maior número de participantes por família no quadro de associados e diretoria". (Fonte: Circolo Trentino de Belo Horizonte)

História (157 )- "Far l´America" (81 ) :Origem dos imigrantes trentinos em Belo Horizonte

"Com a fundação de Belo Horizonte, os imigrantes - com destaque para os de origem italiana , que possuíam habilidades na marcenaria, construção e fabricação de alimentos - começaram a chegar, vindo diretamente da Itália, graças ao programa de incentivo do governo mineiro.

Zonas de origem dos imigrantes trentinos


 Borgo Valsugana, Caoria (Canal San Bovo), Cavedine, Cembra, Cimone, Cognolla, Covelo, Faida di Piné, Faver (Val di Cembra), Giovo, Lasino, Levico Terme, Lisignago, Mattarello, Muscoli, Pergine Valsugana, Rocegno, Romagnano di Trento, S. Orsola Terme, Selva di Levico, Storo, Taio, Telve di Sopra, Torreano, Trento, Villazzano.

Problemas encontrados para se adaptar ao novo ambiente 

Os imigrantes italianos encontraram muitas dificuldades para adaptação ao novo ambiente, o clima, língua e a discriminação dos habitantes locais também contribuíram para as dificuldades encontradas". (Fonte: Circolo Trentino de Belo Horizonte)

segunda-feira, 12 de abril de 2010

História (156) - "Far l´America ( 80): As marcas do associativismo em Belo Horizonte

Daniel Gonçalves Cavalieri ao pesquisar sobre a imigração italiana em Belo Horizonte, assim relata o associativismo entre os imigrantes.


 "A Associazione Nazionale Combattenti, também localizada no interior da Casa d´Italia, especificamente no Salão da Victoria, era uma instituição constituída por ex-combatentes italianos que propunha a conservação dos vínculos de fraternidade entre os combatentes, além é claro, do culto a pátria italiana. Defendia os valores da “nação”, a glorificação dos mortos em guerra e da sua memória. Abarcava todas as formas de assistência que poderiam ajudar os combatentes a vencer as dificuldades da vida e a cumprir os seus deveres sociais.
Além das sociedades instituídas no interior da Casa d´Italia, existiam outras que abriam espaço para “interação” entre a comunidade italiana e a comunidade brasileira. De acordo com o Estatuto do Centro Ítalo-mineiro de Cultura, essa instituição era apolítica e tinha por objetivo central manter e desenvolver as relações culturais e de amizade existentes entre o povo mineiro e o povo italiano. O centro realizava seus fins mantendo cursos gratuitos, organizando conferências, concertos e outras manifestações. Funcionava dentro dessa instituição, o centro 'Amigos da Latinidade', que 'tinha por fim especifico promover o estudo e o conhecimento de tudo que se refere à civilização latina comum aos dois povos.' Obviamente, poderiam associar-se pessoas maiores de idade sem distinção de nacionalidade.

Por fim, a Organização Nacional Desportiva, fundada em 1º de dezembro de 1935, substituindo á antiga sociedade italiana Opera Nazionale Dopolavoro, se apresenta como uma instituição que apesar de ser italiana permitia a participação de pessoas de qualquer nacionalidade, tendo como objetivo promover atividades culturais, esportivas, de assistência e de instrução para os seus sócios. A sociedade constava de quatro seções: educação artística, 11 instrução, educação física e assistência; e firmava como uma instituição apolítica, onde fomentava a conservação dos vínculos de fraternidade entre seus componentes"

História (155) - "Far l´America ( 79): Associativismo italiano em Belo Horizonte

Um interessante relato do associativismo italiano em Belo Horizonte  no século XIX é traçado por Daniel Gonçalves Cavalieri

"A primeira forma de associação dos italianos de Belo Horizonte foi a Società Italiana de Assistenza, fundada em 1897. Essa instituição tinha como base a moral e o progresso. Seus fins se pautavam no mutuo socorro, na instrução e na educação intelectual e moral, além da recreação. Somente podiam ser sócios dessa sociedade os italianos e ítalo-descendentes, desde que estes falassem o idioma pátrio. Essa sociedade apresentava-se apolítica e dava plena liberdade aos seus componentes de professarem suas crenças religiosas e filosóficas, além de seus ideários políticos.

A associação foi mantida pelos próprios sócios e prestava serviço de assistência médica para os mesmos. A mais importante sociedade italiana, não só em Belo Horizonte, como em todo Brasil, era a Casa d´Italia. Essa instituição tinha como finalidade fortalecer o espírito de italianidade dos seus associados e, em geral, dos italianos que vivem fora da pátria. A Casa d´Italia tinha como cerne aproximar todas as sociedades e instituições italianas, ou de fins de italianidade, existentes ou que viessem a existir em Belo Horizonte, prestigiar as autoridades italianas, respeitar as leis brasileiras, estabelecer e fortalecer o espírito de italianidade e desenvolver a instrução, os esportes e a assistência aos seus sócios. Tinha como sócios fundadores outras instituições, tais como a Opera Assistenziale Fausto Cecconi, a Societá 10 Italiana di Assistenza, a Associazione Nazionale Combattenti e a Societá Italiana Dante Aliguieri. É interessante situar que todas essas associações e sociedades que permaneciam internamente na Casa d´italia não aceitavam sócios brasileiros, mas somente, os italianos e ítalo-descendentes.

De acordo com o estatuto da Opera Assistenziale Fausto Cecconi, localizada no interior da Casa d´Italia, a instituição tinha por objetivo proporcionar assistência moral ou material aos cidadãos italianos, além de serviços jurídicos, no intuito de defender os direitos desses. Somente poderiam ser sócios dessa sociedade todos os cidadãos de nacionalidade italiana de boa moralidade civil, e assim como todas outras instituições, apresentava-se como apolítica. Se, por ventura, houvesse o fechamento desta, seus bens seriam todos transferidos para a Casa d´Italia".


domingo, 11 de abril de 2010

História ( 154) - Imigração italiana em Rio Claro

Rio Claro, cidade do interior paulista, também recebeu imigrantes italianos na segunda metade do século XIX. Um breve relato dessa história foi publicado no  Diário do Rio Claro de  24 de junho de 2007.

 "A formação econômica, histórica e cultural da cidade foi beneficiada pela grande concentração de Italianos na região Castellano, Giorgi, Bortolotti, Mazziotti, Bertolo, Rodini, Pezzotti, entre tantos outros sobrenomes de famílias que contribuíram com a história da Cidade Azul ao longo das décadas, confirmam a presença marcante de descendentes de Italianos na região. O sonho de conquistar o novo mundo levou milhares de Italianos a deixarem o local de origem. Estimativa do consolado Italiano, em Rio Claro, aponta que 70% da população do município é de descendente de Italianos. Este variou com o passar dos tempos.

Até 1900, 50% da população de Rio Claro era de Italianos natos. A imigração Italiana para o Brasil começou impulsionada com a grave drise econômica, enfrentada pela Itália na segunda metade do século XIX.Os Italianos vieram para as regiões Sul e Sudeste do Pais. A substituição da mão-de-obra escrava por imigrantes europeus chamou a atenção dos Italianos, que desejavam naquela época começar uma nova vida. O Senador Nicolau Campos Vergueiro foi o primeiro fazendeiro a receber os colonos em suas terras localizadas em Rio Claro e Limeira. A imigração Italiana para o estado de São Paulo teve início oficialmente em 1874, quando chegaram os cincos primeiros Italianos.

Os núcleos agrícolas pioneiros foram estabelecidos em Cananéia e Iguape, em 1877. Mais de 900 mil Italianos se estabeleceram no estado. Os municípios paulistas mais procurados foram São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo, Lençóis Paulista, Jundiaí, Vinhedo, Campinas, Mogi-Mirim, Mogi Guaçu, Pinhal, Águas da Prata, Lindóia, Serra Negra, Amparo, São Roque, São Manuel, Piracicaba, limeira, Rio Claro, São Carlos, Leme, Pirassununga, Descalvado, Santa Cruz das Palmeiras, Santa Rita do Passa Quatro, Santa Rosa do Viterbo, Tambaú, São José do Rio Pardo, Sertãozinho Ribeirão Preto, Cravinhos, Guariba, Altinópolis, Jaboticabal, Matão, Catanduva, Taquaritinga, Iguape, Cananéia, Pindamonhangaba e outros. A história dos Italianos em Rio Claro teve inicio a partir de 1880. A maior parte era ciente de seus direitos.

Até a abolição dos escravos, em 1888, o registro era de mais de 1.300 Italianos no município, sendo que o auge da imigração aconteceu de 1891 a 1900, atingindo cerca de 113 mil Italianos. Até o ano de 1910, mais de 20 mil Italianos residiam em Tio Claro. Dentre os que vieram, um grupo numeroso atuou no comércio, pois esta população não tinha conhecimentos agrícolas.

Os Italianos não se limitaram a trazer apenas mão-se-obra para o Brasil. Com elas também vieram as idéias trabalhistas, sindicais e políticas, dando inicio ao movimento socialista e, depois, fascista. Diante dos maus-tratos dos patrões, os colonos Italianos recorriam à Justiça, sob a proteção de seus consulados.

Para os patrões , a posição tomada pelos colonos era totalmente nova, já que eles estavam acostumados ao regime escravocata. A influência Italiana na tradição Rio-Clarense tem vários exemplos, como a liderança do Movimento Constitucionalista de 1932 por um Cartolano, a primeira maior industria de propriedade de um Scarpa e a industria de tecidos Matarazzo".