domingo, 21 de fevereiro de 2010

Oriundi: Rubens Ometto, rei do acúçar e do álcool no século XXI (1)

O legado de Pedro Ometto, filho do imigrante italiano Antonio Ometto, rende frutos ainda hoje. Rubens Ometto Silveira Mello, 59 anos, neto de Pedro, é o senhor do álcool e açúcar no Brasil. O perfil do empresário foi assim descrito pela revista Istoé Dinheiro:

“A trajetória de sucesso de Ometto começou aos 17 anos. Quando a maioria de seus 20 primos almejava trabalhar nos canaviais da família plantados há gerações na interiorana Piracicaba, Ometto debandou para São Paulo com a ideia fixa de cursar engenharia. Passou no vestibular da Escola Politécnica, a Poli, e, apressado, não descansou enquanto amigos não o indicassem para uma vaga em alguma instituição financeira de grande porte. Calhou de um deles conhecer um executivo do Unibanco, para onde Ometto foi dar expediente como estagiário. Aos 21 anos, idade em que seus colegas se limitavam às apostilas da faculdade, foi nomeado assessor da diretoria do banco. Aos 23, teve um golpe de sorte. Numa festa em família, sentou à mesma mesa de José Ermírio de Moraes Filho (morto em 2001) , do Grupo Votorantim, e a identificação foi imediata. Ambos eram obsessivos pelo trabalho, francos de uma maneira incomum e sequiosos por sucesso. Ermírio convidou Ometto para trabalhar na Votorantim. Aos 24 anos, o jovem engenheiro já era diretor financeiro da empresa de Ermírio, o que muitos acreditam ser, pela precocidade, um recorde no universo empresarial brasileiro. Ometto ficou lá até os 30 anos e depois retornou ao ramo de origem da família - as usinas de cana”.

A Revista Exame acrescentaria que “em 1996, Rubens, formado em engenharia pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, da quarta geração dos Ometto, italianos que vieram para o Brasil em 1887, assumiu o comando das empresas da mãe, Isaltina Ometto Silveira Mello, com quem travara uma longa disputa judicial. Além de envolver-se em três guerras societárias familiares, Rubens renegociou dívidas, fechou empresas, comprou usinas, bateu recordes de produtividade e conquistou sócios estrangeiros para os negócios".

"(...) As disputas entre parentes são tão freqüentes entre usineiros que viraram uma característica do setor. Entre os descendentes dos irmãos Antonio e Girolamo Ometto, que em 1906 compraram seus primeiros 6 alqueires de terra na fazenda Água Santa, em Piracicaba, não foi diferente. Em um século, os Ometto se multiplicaram e adquiriram fazendas e usinas de acúçar por todo o estado. Em 1986, constituíam cinco grupos autônomos, pródigos em disputas familiares: o grupo Pedro Ometto (Usina da Barra e Costa Pinto), o grupo Hermínio Ometto (Usina São João), o grupo Narciso Ometto (Usina Santa Lúcia), o grupo Iracema (Usina São Martinho) e o grupo Ometto-Pavan (Usina Santa Cruz). Não raro, os donos dessas usinas também possuíam ações das empresas dos parentes, o que tornava o jogo de interesses e participações cruzadas uma teia impossível de desatar. Quando Pedro Ometto, avô de Rubens, morreu, em 1970, suas usinas foram divididas entre seus dois filhos. Isaltina, a mãe de Rubens, ficou com a Costa Pinto e a Santa Bárbara, e seu irmão, Orlando, com a Usina da Barra”.

2 comentários:

  1. Bom dia,

    a procura histórica que para fazer no Chesini familiar me trouxe no Brasil. Eu escrevo por ter informação sobre Narcisa Chesini e em suoi gere o emigrante italiano no Brasil para 1890.
    Eu espero que o sig. Ruben, descendente de Chesini Narcisa, pode ajudar.

    Obrigado de coração
    Tavella Iole - Verona - Italia
    fam.magagna@alice.it

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  2. Olá,
    a trajetória é interessante , mas gostaria de saber o desfecho até os dias atuais.Vc parou em 1970 quando Pedro Ometo faleceu e dividiu duas usinas entre Isaltina e Orlando. Certo?
    E depois como a Usina da Barra S/A, que ficou sobre a gestão de Orlando foi parar nas mãos do sobrinho dêle SR. Rubens? Como surgiu a COSAN? O Sr. Orlando Ometto não deixou herdeiros???
    Obrigado,
    Flávio Costa

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