domingo, 21 de fevereiro de 2010

História (80) - "Far l´America ( 48)": As primeiras famílias italianas em Barra Bonita, interior de São Paulo

Assim como diversas cidades paulistas, Barra Bonita também acolheu imigrantes italianos no final do século XIX e início do XX. O portal Estância Barra Bonita traça retratos desse período.


"Segundo dados do IBGE, até o ano de 1890 o Brasil havia recebido 360.224 imigrantes italianos, 313.025 portugueses, 45.834 espanhóis e 75.299 entre alemães e demais nacionalidades em menor número. Os desembarques, em sua maioria, eram nos Portos do Rio de Janeiro ou de Santos. Os que desciam em Santos eram encaminhados para São Paulo, e alojados na Hospedaria dos Imigrantes. Dali, após triagem e formalidades legais, o encaminhamento aos locais de trabalho, a maioria na zona rural".

Dos tantos que vieram para a Vila do Jahu, muitos chegaram à região agrícola do Porto da Barra Bonita, após cansativa viagem em sacolejantes carroções que faziam o trajeto entre trilhas e picadas. Outros viajavam de trem até a Estação do Banharão e de lá, em carroças ou a pé, chegaram aqui, a partir da década de 1880. Os italianos formavam a grande maioria mas, entre eles haviam muitos espanhóis, sírios, alemães, austríacos e portugueses. Cada família foi tomando seu rumo, formando novos núcleos espalhados pelas inúmeras propriedades agrícolas que compunham o nosso território de então. Dedicados ao trabalho e à terra que os acolheu, escreveram, de modo indelével seus nomes na história da cidade que ajudaram a formar e progredir".

"Nas pesquisas e buscas realizadas no Departamento de Imigração em São Paulo, nos arquivos do Estado, no Museu Municipal de Jahu, nos livros e relações de eleitores (os estrangeiros também votavam) do "Districto de Barra Bonita - Comarca de Jahu" - a partir de 1897 e anos seguintes, nos livros de atas da 'Societá Italiana', nos cartórios locais, de Brotas e Jahu, nos jornais e publicações diversas, no livro "Memórias de Barra Bonita" de Domingos Settimio Frollini, e de acordo com informações dos familiares e descendentes dos antigos moradores da cidade, figuram entre os pioneiros imigrantes que se fixaram na zona rural, as famílias: Aiello, Antonangelo, Antonelli, Alponti, Abruzzi, Bellini, Barduzzi, Bellei, Balbo, Boldo, Bressanim, Bozzi (Rigon), Bérgamo, Ballan, Blasizza, Bettini, Boarini, Bressan, Bocato, Borgui, Brunelli, Caetano, Cárdia, Cagnotti, Constanzo, Cestari, Casagrande, Casale, Chiarato, Capelossa, Castelari, Dal Corso, De Marchi, De Conti, Dalla Costa, De Luca, Dias, Ereno, Frollini, Ferrari, Fagá, Ferrazolli, Fantin, Fantinatti, Fuim, Feltrin, Finatto, Giacomini, Guedin, Giroto, Grizzoni, Galhardi, Gatti, Marcon, Mascaro, Massenero, Mori, Marinelli, Maffei, Mozarle, Nardo, Osti, Patuzzo, Pizzo, Pollini, Pozebon, Perassoli, Piva, Pezente, Pellini, Pavani, Parezan, Petri, Polatto, Ricci, Rossi, Rizzatto, Reginato, Ragoni, Ribeiro de Andrade, Santinello, Stangherlin, Selleguin, Sargentim, Scarpela, Scalissa, Scapin, Stringheta, Stramantinolli, Sponchiatto, Santilli, Sabbatini, Spaulonci, Salve, Sacco, Simionatto, Simoncini, Testa, Tozatto, Terrazan, Ursolino, Ungaro, Vechiatti, Veghini, Vetorazzo, Victorino de França, Zaffani, Zanella, Zerlin e Ziglio, todas elas representando os fundamentos sólidos sobre os quais construiu-se a cidade de que hoje nos orgulhamos: Barra Bonita".

"Embora a grande maioria dos imigrantes tenha se dedicado à lavoura, muitos desenvolveram atividades de acordo com as profissões que exerciam anteriormente. Lembram-se, nesse particular, entre outros, italianos, alemães, sírios, espanhóis, portugueses e austríacos, os comerciantes: José Angelino, Ângelo e Silvano Bataiola; Guerino; Luiz e Antonio Reginato; Luiz, Carlos, João, Antônio e Francisco Lourenção; Rocco Di Muzio; Emílio Bressan; Luigi Gaioli; Luiz Iaia; Salomão, Elias e Alfredo Simão; José, Alfredo e Muhama Rayes e José Chadad; Cláudio e Hyppólito Lopes. Os sapateiros: Tiziano Dalla Chiara, Aurélio Saffi e Gregório Vessio. Os ferreiros: Júlio Turi, Ezio Benfatti, Luiz Simon e Alberto Strutzel. Arthur e Antenor Balsi foram proprietário da primeira serraria do lugar. Os hoteleiros: Jacob Chalita, Victorio Cinquetti, Tomaz Mantovani, Emílio Quaglia e João Fantinatti. Os ceramistas: Ezequiel Otero, Thomas Guzzo, Francisco e Frederico Corradi, Benedito Bressanim, Ângelo Borsetto, Valentin Ferrazolli e mais tarde, João Martini, o introdutor do forno "abóboda" no município. Os açougueiros: Ferrucio e Sabino Bolla. Os primeiros pescadores profissionais: Valentino e Eugenio Giacomini. Vito Melle e Serafim Berti foram os primeiros farmacêuticos e Dr. Luciano Maggiori um dos primeiros médicos. Os fabricantes de cervejas e refrigerantes: Germano Güther, Baptista Torcia e os irmãos Antônio, Luiz e Giovanni Carnevalle. Os barbeiros: Francisco Mascaro e Domingos Di Poldo. Os construtores: Eugenio Nanni, José Negrin, Emílio Bertagnolli e Bernardo Pardo. Os carpinteiros: Amadeu Angelici, Ângelo e Emílio Gottardo e os irmãos José, Antônio e Manoel Marques Ferreira. Relojoeiro: José Lodi. O comandante fluvial: Francisco de Oliveira Diniz. Os condutores ou proprietários de trolis e carroças: João Gerin, Ângelo e Valentin Reginato, Ângelo e Giácomo Cestari, Adamo e Pietro Ziglio, Lorenzo e Severino Antonelli, Victório e Arthur Blasizza, Giuseppe Antonangelo, Olimpio Trema, Alfonso e Aristodemo Bellei, Francisco e Victorio Bergamo, Antônio Guerreiro, Antônio Moreno Ramirez e Miguel Molina que se juntaram aos "brasilianos": Francisco de Oliveira Paulista, Virgolino e João da Silva Nogueira".

Um comentário:

  1. Sou descendente de um desses homens, queria saber mais sobre essa historias... penas que as informações são tão escassas.

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