terça-feira, 27 de abril de 2010

Italianità - Vinicola Aurora e suas raízes italianas

"A história da Vinícoila Aurora tem início em 1875, com a chegada de imigrantes oriundos do norte da Itália. Estabelecidos na Serra Gaúcha, no Sul do Brasil, encontraram paisagens e clima similares aos de seu país de origem. Os hábitos e a cultura europeus não foram abandonados: a antiga arte da vitivinicultura logo teve sua retomada. .

 Estabelecidos na Serra Gaúcha, no Sul do Brasil, encontraram paisagens e clima similares aos de seu país de origem. Os hábitos e a cultura europeus não foram abandonados: a antiga arte da vitivinicultura logo teve sua retomada. No dia 14 de fevereiro de 1931, dezesseis famílias de produtores de uvas do município de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, reuniram-se para lançar a pedra fundamental do que viria a se transformar no maior empreendimento do gênero do Brasil: A COOPERATIVA VINÍCOLA AURORA .

Um ano mais tarde, contabilizava a produção coletiva de 317 mil quilos de uvas, fixando a base de um empreendimento destinado não só a ser o maior, mas também um dos mais qualificados tecnologicamente. Hoje, bem no coração de Bento Gonçalves, está a maior cooperativa vinícola do Brasil, com mais de 1.100 famílias associadas, responsáveis pela produção média de 50 milhões de Kg de uvas, que resultam em aproximadamente 38 milhões de litros de vinhos anuais. Conta com capacidade de estocagem superior a 70.000.000 de litros de vinhos e a área construída de 110.000 m2". (Fonte: Vinícola Aurora)

História (174) - A vitivinicultura dos pioneiros nas colônias do Rio Grande do Sul

"A uva era colhida em balaios feitos com cipó e esmagada com os pés. A fermentação se processava em pipas de madeira instaladas no porão da casa, onde todas as operações de vinificação eram feitas pela própria família. Logo após o esmagamento da uva, o mosto doce era bebido por todos. Na época também era muito habitual comer-se o pão molhado nesse mosto. Não eram raras as reuniões de famílias, especialmente no dia 6 de janeiro, para comemorar a festa do pão e do vinho, aproveitando o mosto obtido das uvas mais precoces. Fermentado, o mosto era transformado em vinho, quase todo ele tinto, de uva Isabel, e consumido já nos meses de abril e maio, devendo durar até a próxima colheita. O imigrante havia encontrado finalmente um fator importante e decisivo para sua fixação e adoção definitiva da nova Pátria. Uma vez mais a vitivinicultura evidenciava-se como elemento de fixação do homem a uma região, por ser ela um componente da civilização humana ligado à cultura e com características universais". (Fonte: Prefeitura de Bento Gonçalves - Historiadora Assunta De Paris – Arquivo Histórico Municipal)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Italiani: Família Salton e a vitinivicultura gaúcha

"Em 1878, a Família SALTON, vinda da Itália, foi uma das primeiras a chegar ao Rio Grande do Sul e instalou-se numa localidade fundada com o nome “Vila Izabel”, cidade conhecida atualmente como Bento Gonçalves. No dia 25 de agosto de 1910, unindo os esforços aos sentimentos que os laços fraternos já uniam, Paulo e seus irmãos, Ângelo, João, Cezar, Luiz e Antônio Salton fundaram uma sociedade, com o nome de “Paulo Salton – Armazéns Gerais” tendo como objetivo o ramo de comercialização de cereais, além de fiambreria e secos e molhados em geral.

Entretanto, com as mudas de vinhas, algumas trazidas da saudosa Itália pela própria família, tiveram uma adaptação muito boa ao nosso clima, pouco tempo depois mudavam de ramo, passando a dedicar-se à cultura de uvas e a elaboração de vinhos, espumantes e vermutes, com a denominação social de “Paulo Salton & Irmãos”. E nesse ritmo foi crescendo, acumulando patrimônio, vencendo concursos, levantando muitas vezes prêmios de honra pela qualidade de seus vinhos.

Sua fama foi crescendo e espalhou-se por todo o Rio Grande do Sul e por todo território nacional. Localizada no Extremo Sul do País, logo viu-se em situação de não poder atender aos constantes aumentos de pedidos vindos dos quatro cantos da Pátria. E foi por este motivo que em 10 de Outubro de 1948, a Salton fundou uma filial, estabelecida na cidade de São Paulo. Atualmente, a matriz está localizada em Tuiuty, distrito de Bento Gonçalves e a Filial continua em São Paulo". (Fonte: Site do Vinho Brasileiro)

História (173 ) - "Far l'America (95)": A casa de pedra do pioneiro GIuseppe Lucchese em Caxias do Sul

"Os imigrantes europeus no Rio Grande do Sul criaram uma arquitetura popular, aproveitando sempre a madeira e a pedra abundantes. Um exemplar que resistiu ao tempo para testemunhar esta história foi a casa erguida pelo imigrante italiano Giuseppe Lucchese, no final do século XIX, na então denominada 9ª Légua de Caxias ,(hoje bairros Santa Catarina, São José e Vila Cohab).

Em 1974, após servir a outros moradores: famílias Brunetta e Tomazzoni , e ter abrigado atividades comerciais tão diversas quanto armazém, ferraria e abatedouro de suínos, foi desapropriada para tornar-se museu. O Museu Casa de Pedra foi aberto ao público em 14 de fevereiro de 1975, tornando-se desde então, um espaço de referência para a comunidade e para visitantes. Popularmente conhecido como Casa de Pedra, edificação que merece cuidados constantes.

Uma completa restauração foi realizada em 2001, com apoio da iniciativa privada-Viação Santa Tereza, garantindo sua preservação. A denominação que passou a ser utilizada, Museu Ambiência Casa de Pedra, reflete o conceito aplicado ao bem cultural. À própria edificação- feita com pedras assentadas e rejuntadas com barro, aberturas em pinho falquejado e janelas afixadas em tijolos artesanais-, une-se o mobiliário interno que reconstitui o modo vida doméstico do final do século XIX. No piso inferior, sala, cozinha e forno para assar pão(externo) e no superior, quarto. É possível visitar este espaço e reconhecer as principais características da formação cultural de Caxias do Sul, centrada no trabalho familiar, na moradia e terreno como fonte de sobrevivência". (Fonte: Prefeitura de Caxias do Sul)

domingo, 25 de abril de 2010

História (172 ) - "Far l'America (94)": A religiosidade do pioneiro Giuseppe Giacomelli

Marcas da presença italiana em Caxias do Sul estão conservadas até hoje. Uma delas é a Capela dos Sagrados Corações de Jesus e Maria á localizada na comunidade de mesmo nome, no travessão Santa Rita da 3ª Légua.

"Foi inaugurada em 1892, depois de 11 anos de trabalho comunitário para a construção. A capela foi fruto de uma promessa realizada pelo imigrante italiano Giuseppe Giacomelli, que antes de migrar para o Brasil lutou na guerra do Império Austro - Hungárico durante sete anos. Giacomelli esteve três anos na Marinha e quatro no Exército como tenente de artilharia. Foi ferido oito vezes, perdendo meio calcanhar do pé esquerdo. Viu seus dois irmãos e suas irmãs freiras enfermeiras morrerem.

Como era devoto do Sagrado Coração de Jesus e Maria, fez uma promessa de que, acaso saísse vivo da guerra, construiria um santuário para os Sagrados Corações, cumprindo sua promessa. A Capela é uma das mais antigas de Caxias, totalmente construída em pedra, com imagens trazidas da Itália. O piso é original em cerâmica feita artesanalmente, com argila trazida em lombos de mulas do vale do Caí. Atrás da Capela está o cemitério dos imigrantes e da comunidade. É um dos pontos turísticos mais visitados do Roteiro Turístico Estrada do Imigrante e fica ao lado da Vinícola Grutinha". (Fonte: Prefeitura de Caxias do Sul)

História (171 ) - "Far l'America (93)": O Início da colonização de Caxias do Sul

"O município de Caxias do Sul (na Serra Gaúcha), como tantos outros da então Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, resultou do agrupamento de imigrantes oriundos da Itália. Em maio de 1875 chegavam a Porto Alegre os primeiros colonos saídos em fevereiro de Olmate, província de Milão.

Em pequenos grupos foram transportados até o porto de Guimarães (atual cidade de Caí, e seguindo o vale do rio Caí, chegaram em setembro, finalmente, ao Campo dos Bugres, paragem assim denominada porque tinha sido habitada pelos índios caáguas e onde hoje se ergue Caxias do Sul. O grupo étnico que compunha a primeira leva de colonizadores era o mais variado possível, constituído de tiroleses, vênetos, lombardos e trentinos, vindos das cidades italianas de Cremona, Beluno e Milão. As facilidades que se apresentavam aos que desejassem emigrar para o Brasil fez com que outros grupos, acrescidos de emigrantes russos. poloneses e suecos, fossem chegando até 1894, época em que terminou a concessão do transporte transoceânico gratuito por parte do governo. Um recenseamento efetuado em dezembro de 1876 acusou a existência de 2.000 colonos concentrados na região.

Ao chegarem eram recebidos por uma comissão governamental, que se incumbia da demarcação dos lotes e da abertura de estrada. Em geral, os colonos permaneciam poucas semanas em barracões. Enquanto aguardavam a demarcação dos lotes. que correspondiam a 63 ha de área para cada família, eram aproveitados nos trabalhos da Comissão. O Governo Imperial dava-lhes, além das terras para cultivar, as ferramentas e sementes necessárias. Em 1877 a sede da Colônia de Campo dos Bugres recebeu a denominação de "Colônia de Caxias". Nesse mesmo ano era rezada a primeira missa pelo padre Antônio Passagi. A 12 de abril de 1884. foi desligada da Comissão de Terras do Império e anexada ao Município de São Sebastião do Caí, do qual ficou constituindo o 5.° Distrito de Paz. Formação Administrativa A freguesia de Caxias do Sul foi criada pela Lei n.° 1.455, de 26 de abril do mesmo ano. A 20 de junho de 1890, pelo Ato n.° 257 foi criado o Município, seguindo-se a instalação, a 24 de agosto. Foi elevada a Paróquia em 20 de maio de 1884, sendo seu primeiro pároco o padre Augusto Finotti.

No dia 5 de dezembro de 1895 foi solenemente lançada a pedra fundamental da igreja Matriz e em meados de 1896 já estava a igreja coberta. A Lei estadual n.° 1.607, de 1.° de junho de 1910. concedeu foros de cidade a sede do município. Pelo Decreto n.° 2.822. de 23 de junho de 1921, foi anexado ao Município o núcleo colonial de São Marcos, que pertencia ao Município de São Francisco de Paula de Cima da Serra. Pelo Conselho Municipal, em 1924, foi autorizado o Governo do Estado a desanexar os territórios abrangidos pelos distrito de Nova Trento e Nova Pádua, bem como o povoado de Marcolina Moura, para com eles constituir o atual Município de Flores da Cunha. Já em 1934 o Município perdeu parte do território que foi anexada a distritos de outros Municípios para constituirem o Município de Farroupilha.

Em 8 de setembro de 1934, a Santa Sé criou a Diocese de Caxias, abrangendo o território de 10 Municípios, com 32 paróquias. Segundo o Departamento Estadual de Estatística, na divisão administrativa vigente em 1.° de janeiro de 1958, o Município aparece com os seguintes distritos: Caxias do Sul, Ana Rech, Criúva, Fazenda Sousa, Forqueta, Galópolis, Santa Lúcia do Piaí, São Marcos, Seca e Oliva" (Fonte IBGE)

sábado, 24 de abril de 2010

História (170 ) - "Far l'America (92): CyrilloZamboni, pioneiro na colônia Conde D'Eu

"Cada imigrante, em particular, trazia na suas origens, idéias para fazer na terra que o acolhia, na nova pátria, na terra prometida, “nella terra della cucagna”, uma pátria igual à sua, mas cheia de fartura como sempre viam em seus sonhos, desde criança, ao vivenciar as lutas e o trabalho porque passavam seus ancestrais. Não foi por acaso que os imigrantes italianos, nascidos no norte da Itália, perto de belas montanhas, de pastagens verdes, firmaram pé nas colinas de Conde D’Eu, onde, com os corações apertados tinham lembranças das grandes montanhas dos Alpes Trentinos, sempre com picos branquinhos, cobertos de neve, com um pôr-do-sol coroando os montes de rosa e violeta ao cair de tardes frescas e belíssimas. Mas eles estavam cansados...

Cansados de somente serem servos na terra onde deviam ser reis... Por isso optaram por imigrar.Céu e mar por trinta e seis dias, como diz a canção, talvez mais talvez menos, num vapor apinhado de pessoas a maioria desconhecida, onde poucos passos podiam ser dados, pouca comida, pouca água, e mal compreendiam a imensidão daquele mar de gosto salgado que tentavam superar.Por que tanta água não lhes servia para minimizar a sede?Muitas doenças, muitas mortes que não estavam em seus sonhos, nem nos olhos dos que partiram de qualquer porto. Se o mar e a nova pátria foi cemitério para muitos, era um cemitério onde a dor e a esperança viviam juntas porque o que os esperava era “il pane farto”, “il letto” macio e haveria “zoccoli” para todos. Naqueles navios os imigrantes morreram com um ideal e por amor, e, como diz o ditado “Piu vale um giorno di leone che cento di pegora”, eles tiveram seu dia de leão na hora de tomar a decisão de partir em busca do desconhecido.

Tiveram seu dia de leão no momento de pisar no navio, na imensidão do mar azul e também no momento de morrer e ter como tumba as profundezas do mar gelado. Os que venceram todas as etapas chegaram ao Rio de Janeiro, no sonhado Brasil, ficaram de quarentena no porto.Depois continuaram a vapor até Porto Alegre e pelo rio Caí e Maratá até a cidade de Montenegro

.De lá seguiram com suas famílias e pertences pelo meio da mata cerrada e repleta de animais ferozes, o que para muitos, depois de tantas façanhas, não mais podia intimidar.A paisagem deveria ser bela, verde de esperança.As águas naqueles dias eram límpidas, praticamente intocadas, cheia de peixes.Haveria pássaros cantando, e as borboletas coloridas como arco-íris esvoaçando, tocando-os, eram brilhantes. Na chegada à Colônia Conde D’Eu, hoje cidade de Garibaldi, tudo estava para começar.

A política, as leis, a diversidade de línguas eram empecilhos naturais trazidos nas suas bagagens de homem, mulher e criança e tinham que superar.Teriam que refazer tudo de acordo com sua razão e coração e num somatório de várias religiões, idiomas, políticas formar novos conceitos a contento de todos.E tudo foi feito, pouco a pouco, com muitas lágrimas, muita desunião, mas também muita união e certezas.

Nesta história da Colonização e da fundação de Garibaldi, encontramos um homem, Cirillo Zamboni, um pioneiro, um imigrante italiano, que se destaca não somente por fazer parte da história, mas por ser ele a própria história. Cirillo Zamboni nasceu em Mattarello, Trento, Itália, no dia 12 de abril de 1842.Chegou a Garibaldi, com 33 anos.Faleceu aqui no dia 4 de novembro de 1926, aos 84 anos de idade.Era filho de Emílio Zamboni e Thereza Anesini, registrado em Mattarello como Cirillo Vitale Zamboni.

Ele casou-se em Viena, na Áustria, com Marianna Masiovisk, nascida na Polônia, em 1843 e que faleceu em 30.05.1932, em Garibaldi.Cirillo conheceu Marianna quando trabalhava como capataz de estradas em Viena, na Áustria.Contavam que Marianna trabalhava como servente de pedreiro e tinha 18 anos quando se encontraram.Pouco se sabe de Marianna somente que era uma pessoa muito querida, mas muito séria, com um caráter muito justo e irredutível em seus propósitos. Já em 1874 Cirillo tirou passaporte para emigrar para a África ou América.Pensava em emigrar, mas esperava uma boa oportunidade para ir habitar numa boa terra que desse mesa farta para si e sua família.

Em 22 de setembro de 1875 tirou novo passaporte, pois já acreditava ser o Brasil o país tão esperado.Deixou a terra natal, como imigrante, vindo pela França, pois ao chegar ao Porto de Gênova, os navios de imigrantes já haviam partido.Esperar os próximos navios na Itália levaria mais tempo e dinheiro do que ir ao Porto de Havre e de lá partir.Então, de Gênova foram até Modena, e de trem até a região da Normandia, na França para embarcar no dia 1º de agosto de 1875, no navio “San Martin”.Vindo pela França não tiveram passagens de imigrantes, mas sim pagaram pelas passagens. Acompanhavam Cirillo no navio “San Martin” sua esposa Marianna, que estava grávida, a filha deles Anna Maria, de 1 ano e cinco meses, a avó Teresa, com 55 anos de idade, os primos Gia Batta Zamboni, a esposa Teresa e os filhos deste casal Guiglielmo e Adice.

Durante a longa viagem foram muitas as façanhas vividas por Cirillo, pois teve que enfrentar as epidemias de cólera e febre espanhola num espaço, tão pequeno, de mais ou menos 1 m² por pessoa.No navio em que viajava, devido a estas epidemias e aos muitos que morreram em conseqüência delas Cirillo serviu de enfermeiro, de padeiro e cozinheiro.Com isto conquistou a simpatia de Emile, o Comandante, este o transferiu para a 1ª classe, e fez Cirillo e sua esposa sentarem-se a mesa, ao seu lado, às refeições. Já em águas brasileiras, nasceu seu segundo filho, ao qual deu o nome de Emilio, em homenagem ao Comandante.O menino Emilio era chamado de “Emilio Senza Bandieira” porque nasceu em navio francês em águas brasileiras e tendo pais de origem italiana e polaca.

Na chegada ao Brasil, Cirillo e sua família, depois das façanhas da viagem, a última etapa foi feita a pé, enquanto seus filhos eram carregados no lombo de burros.Na colônia Conde D’Eu, estabeleceram-se, no dia 15 de novembro de 1875, no galpão com telhado de capim e parede de taquaras e barro que ficava mais ou menos em frente ao hoje Clube 31 de Outubro.

Não só o galpão, mas todas as casas construídas naqueles tempos eram iguais de taquara, barro, pedras cobertas de capim.No mato cerrado os bichos eram ferozes e à noite, as vozes dos animais eram assustadoras.As árvores em grande quantidade formavam uma floresta, principalmente de pinheiro araucária, que era em grande quantidade, dando aos imigrantes alimentos no inverno.Os alimentos prometidos vinham de Porto Alegre em pequena quantidade e demoravam a chegar.

Outras famílias italianas chegaram logo após em 24 de dezembro de 1875. Depois Cirillo construiu sua primeira casa mais ou menos no meio da primeira quadra da Rua Borges de Medeiros.Seu primo Gia Batta Zamboni e família instalaram-se em Forromeco. Contam que Cirillo teria recebido o lote 35, que seria mais ou menos o centro do hoje município de Carlos Barbosa, mas disso não temos comprovação e nem porque ele não teria aceitado, ficando neste ponto uma interrogação. Iniciando suas atividades na colônia, Cirillo teve moinho na Linha Vitória, bem em frente da Igreja e, ainda lá estão algumas pedras no local da construção.

Em 1899 comprou e foi morar em uma casa de madeira na Rua Buarque de Macedo e no mesmo local depois construiu em três lances uma casa de material com o número 1568, hoje, 3280, onde teve armazém de secos e molhados.Até o ano de 2005 neste local, habitavam seus descendentes. Contam que no armazém podia-se comprar papel de carta perfumado e frisado em ouro. Pessoa culta, Cirillo nas suas estadas em diversos países aprendeu a falar sete línguas fluentemente e nesse particular ajudou os imigrantes de outras nacionalidades, no navio em que viajava, e depois aqui como foi o caso das irmãs de São José que somente falavam o francês. Foi, também, fotógrafo.

No acervo Histórico-Cultural da cidade existem fotos feitas por Cirillo, e, também, sua linotipo que foi doada ao Acervo, onde foi impresso o primeiro jornal em Conde D’Eu. Cirillo e Marianna tiveram 16 filhos que casaram e espalharam-se por todo o Brasil. Dos 16 filhos 5 morreram criança, dois gêmeos, outras duas gêmeas Joana e Catarina e um primeiro menino chamado Luiz. Os outros onze formaram as famílias que segue na Árvore Genealógica Zamboni.

Através do projeto de Lei do Legislativo Municipal nº 067/92, de autoria do Prefeito Municipal Vandenir Antônio Miotti e da Lei nº 2213, foi colocada uma placa na Praça 31 de Outubro em homenagem a Cirillo Zamboni, reconhecendo-o e confirmando-o como o lº imigrante italiano de Garibaldi.Fato este, já há muito, estudado nas escolas. Cirillo Zamboni foi amigo particular do Pe. Bartolomeu Tiecher, outro pioneiro da imigração italiana, como primeiro sacerdote de Garibaldi, oriundo do Trento também em 1875.

Contrariando a opinião de muitos que afirmam serem os imigrantes fugitivos de penitenciárias da Itália, tem-se na vida e na história de Cirillo Zamboni, semelhante à de muitos outros, o exemplo de trabalho de muitos aventureiros cheios de esperança para construir a vida e a nova pátria à imagem e semelhança da outra. Fonte: Memória oral e escrita, pela Neta de Cirillo Zamboni, Srª. Rosa Maria Zamboni Gordini, qual me foi enviado via e-mail dia 20/08/2007, pela Bisneta de Cirillo Zamboni, Srtª. Graziela Zamboni Nicolao - Memória oral e escrita, pela Neta de Cirillo Zamboni, Srª. Rosa Maria Zamboni Gordini," (Fonte: .site Famíia Zamboni)